O Ministério Público do Estado do Acre participou, na noite desta quinta-feira (9), da abertura do 1º Fórum Estadual de Autismo, realizado no Teatro Universitário da Universidade Federal do Acre, em Rio Branco. A iniciativa é promovida pelo projeto de extensão “Mãepeutas: Vozes Plurais”.
O evento segue até sábado e reúne instituições públicas, entidades representativas, associações ligadas ao público autista, familiares, profissionais e apoiadores da causa. A programação inclui debates sobre cultura, mercado de trabalho e políticas públicas voltadas às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no estado.
No primeiro dia, foram realizadas uma mesa temática sobre políticas públicas e autismo, abordando avanços e desafios no Acre, além de uma conferência sobre a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), com foco em adaptações para pessoas autistas e os obstáculos enfrentados no mercado de trabalho.
Durante a abertura, a coordenadora-geral do Grupo de Trabalho na Defesa dos Direitos das Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (GT-TEA), procuradora de Justiça Gilcely Evangelista, destacou a importância do fórum. “Este espaço de diálogo é fundamental para dar visibilidade às necessidades da população TEA, fortalecendo a participação social e aprimorando as políticas públicas que garantem direitos e inclusão”, afirmou.
Na ocasião, a procuradora também apresentou a atuação do GT-TEA, que possui abrangência em todo o estado e reúne membros das áreas de saúde, educação, defesa do consumidor, infância e direitos da pessoa com deficiência. Criado em 2022, o grupo atua no acompanhamento e apoio à implementação de políticas públicas, com ações como diagnóstico nos municípios, campanhas de conscientização e articulação com gestores locais.
Ao final de sua fala, Gilcely Evangelista reforçou a importância da conscientização social. “Precisamos educar mais, desde as crianças, para que possamos construir uma sociedade mais justa e igualitária. O autismo é uma capacidade diferente, com possibilidades infinitas”, disse.

