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ENTRETENIMENTO

Novas denúncias de abuso sexual contra Michael Jackson vêm à tona; defesa se manifesta

Por Portal Leo Dias 24/04/2026 19:34
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O Rei do Pop, Michael Jackson, voltou a ser alvo de acusações de abuso sexual após 17 anos de seu falecimento, e em meio ao lançamento de sua nova cinebiografia, “Michael“. Segundo a informação, inicialmente divulgada pelo jornal The New York Times, a denúncia partiu dos quatro filhos de Dominic Cascio, um dos ex-melhores amigos do astro e tidos como “sua segunda família”.

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O advogado da família Cascio se pronunciou ao jornal, alegando que os filhos de Domic afirmaram que Michael os estuprou e molestou durante anos. Quatro deles afirmaram que durante anos foram treinados para serem “soldados” de Michael e negarem que sofreram qualquer abuso por parte do cantor durante décadas. Já um dos irmãos não faz parte do processo e, ainda segundo o jornal, isso se deu devido a razões judiciais.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Cantor Michael Jackson, o Rei do Pop, morreu em 2009Crédito: Divulgação | Lionsgate Cantor Michael Jackson, o Rei do Pop, morreu em 2009Divulgação Cantor Michael Jackson, o Rei do Pop, morreu em 2009Reprodução / YouTube Pôster do filme “Michael”, que chegará aos cinemas em abril de 2026Crédito: Reprodução Instagram @universalpicsbr

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Edward, Dominic, Marie-Nicole e Aldo afirmam que o cantor é responsável por “aliciá-los, drogá-los, estuprá-los e agredi-los sexualmente” ao longo de mais de uma década. De acordo com o processo que o jornal Radar teve acesso diz que “Depois de conquistar a confiança dos demandantes e de suas famílias, Jackson abusou sexualmente de cada um deles durante anos, começando quando alguns tinham apenas sete ou oito anos de idade e continuando até a adolescência”.

“Jackson estuprou e molestou Edward em viagens interestaduais e internacionais, incluindo, entre outras, durante paradas na Dangerous World Tour, na casa de Elizabeth Taylor na Suíça (e) na casa de Elton John no Reino Unido”, diz um trecho do processo.

Aldo Cascio, um dos irmãos, afirma que quando tinha 7 anos, Michael, praticou sexo oral nele enquanto estavam juntos na cama. Ele afirma ainda que o cantor usava uma frase-código para dizer a eles que queria sexo, falando a elas que queria ir à “Disneylândia”.

No passado, os irmãos de Aldo negaram qualquer ação de abuso sexual por parte do artista, mesmo após a sua morte. Como em dezembro de 2010, quando Oprah perguntou diretamente: “Houve alguma vez alguma conduta imprópria entre vocês e Michael Jackson?”. Todos responderam que “nunca”.

O advogado da família disse em comunicado que os mesmos decidiram abordar o caso agora diante de falsas acusações de extorsão: “Ignorando as ameaças de ruína financeira do espólio de Michael Jackson e diante das falsas acusações públicas de extorsão e mentira feitas pelo espólio, os Cascios optaram por não permanecer mais em silêncio”.

“Eles não apenas buscam uma indenização justa por mais de uma década de abuso contra toda uma família, como também esperam que o processo encoraje outras vítimas e cúmplices a se manifestarem e romperem as amarras do silêncio”, completa.

Diante das novas acusações, o advogado do espólio de Michael afirmou ao jornal que o processo “é uma tentativa desesperada de extorsão”. Destacando ainda o fato de que, por mais de 25 anos, a família não ter levantado o assunto e inclusive o tê-lo defendido. Em 2020, os irmãos procuraram o espólio do cantor para dizer pela primeira vez que haviam sofrido abuso sexual.

Na ocasião, foi realizado um acordo com a família Cascios, que receberam cerca de US$ 16 milhões (cerca de R$ 80 milhões, na cotação atual), ao longo dos últimos cinco anos. Neste período, as acusações foram mantidas em sigilo, porém, no ano passado, os pagamentos foram interrompidos, o que levou o caso à Justiça.

Em setembro do ano passado, o quinto filho de Dominic, Frank Cascio, e ex-assistente do cantor, foi acusado em julho de 2025 de tentar extorquir US$ 213 milhões (cerca de R$ 1,18 bilhão, na cotação da época) do espólio de Michael. O caso judicial foi movido pelo Tribunal Superior de Los Angeles, onde os representantes judiciais do cantor alegam que Frank teria ameaçado divulgar acusações sensacionalistas contra o artista visando a obtenção do lucro, mesmo após anos defendendo o falecido.

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