A paralisação parcial do transporte coletivo em Rio Branco pode comprometer até metade da frota de ônibus em circulação, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sinttpac). A informação foi confirmada nesta quarta-feira (15), durante o segundo dia de mobilização da categoria.
Atualmente, a redução já atinge cerca de 30% nos horários de maior movimento, mas pode variar ao longo do dia. De acordo com o presidente do sindicato, Antônio Neto, os percentuais seguem limites definidos conforme o período de operação.
“A porcentagem depende dos horários. Das 6h às 9h da manhã, só podemos parar 30% da frota. Das 9h às 17h, 50%. Das 17h até às 19h, voltamos para 30%”, explicou.
O movimento ocorre em meio a uma crise no setor. A categoria denuncia atraso no pagamento de salários, ausência de depósitos de FGTS e INSS, além do não repasse de valores descontados em folha, como empréstimos consignados.
Sem acordo entre trabalhadores e a empresa responsável pelo serviço, a redução da frota já afeta diretamente os usuários, principalmente nos horários de pico.
Diante do cenário, a Prefeitura de Rio Branco informou que acompanha a situação e avalia medidas para minimizar os impactos à população.
O prefeito Alysson Bestene afirmou que acionou o grupo de trabalho criado no início da gestão para analisar o problema e buscar soluções. “Já vou acionar esse grupo de trabalho para que levante e tome as medidas necessárias”, declarou.
A gestão municipal também considera alternativas mais amplas, como a possibilidade de um novo contrato emergencial para garantir a continuidade do transporte coletivo, caso a situação não seja resolvida.
Com informações do A Gazeta Acre.

