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Partido “NOVO” barra candidatura e jovem senamadureirense fica fora da disputa eleitoral

Por Redação 25/04/2026 08:08 Atualizado em 25/04/2026 08:14
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O Partido NOVO gerou polêmica no Acre ao barrar a candidatura de Samoel Andrade, um dos principais nomes na defesa dos direitos das pessoas com deficiência do estado. O jovem líder, que possui deficiência e construiu sua trajetória política na base da superação, anunciou que não concorrerá ao cargo de deputado estadual nas eleições de 2026, após decisão do Diretório Estadual da sigla.

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“Essa não foi uma decisão minha, mas é uma decisão que eu respeito, porque acredito que a política também se faz com diálogo, maturidade e responsabilidade”, declarou Andrade, cuja história pessoal de enfrentamento de preconceitos e barreiras físicas inspirou milhares de acreanos.

Conhecido nacionalmente como Diretor de Políticas Públicas da Rede Observatório BPC, Samoel representa a luta de aproximadamente 15% da população acreana que vive com alguma deficiência, segundo dados do IBGE. Sua candidatura era vista como uma oportunidade histórica de dar maior representatividade a este segmento frequentemente marginalizado na política.

A decisão do partido gerou ondas de choque nas redes sociais, onde apoiadores questionaram se a barreira enfrentada por Samoel não seria mais um reflexo dos preconceitos que ele combate há anos. “Não tenho grandes estruturas nem recursos financeiros, mas tenho uma história de superação, verdade e compromisso com o povo”, afirmou o líder, reforçando que sua força sempre esteve em sua trajetória pessoal, não em apoios financeiros.

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A exclusão de Samoel da disputa eleitoral representa um retrocesso para as políticas de inclusão no Acre, segundo analistas políticos. Como Coordenador Estadual da Rede Observatório BPC, ele foi responsável por denunciar irregularidades no acesso a benefícios e por propor políticas públicas mais eficazes para pessoas com deficiência.

Durante a reunião com o partido, foram apresentadas alternativas como uma possível candidatura a vereador em 2028, proposta vista por muitos como uma tentativa de “calmante” diante da repercussão negativa da decisão.

Apesar do golpe, Samoel Andrade não sinaliza abandono da luta política. “Essa não é uma derrota. É apenas mais um capítulo de uma história que sempre foi marcada por desafios”, afirmou, reforçando que permanecerá no partido e continuará no comando da Juventude do NOVO em Sena Madureira.

“Minha luta não é por um momento, é por um propósito. Continuo acreditando em um Acre mais justo, mais inclusivo e mais humano”, concluiu o líder, deixando claro que sua voz continuará ecoando, mesmo fora da disputa eleitoral deste ano.

O Partido NOVO ainda não se manifestou oficialmente sobre os critérios que levaram à decisão de barrar a candidatura do líder com deficiência que representava uma das maiores esperanças de renovação e inclusão no parlamento acreano.

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