Um acidente violento envolvendo um Porsche no Túnel Ayrton Senna, na Zona Sul de São Paulo, na madrugada da última segunda (13/4), ganhou novos detalhes e narrativas completamente opostas. O veículo atingiu em cheio a traseira de outro carro, e a mãe de um dos ocupantes assumiu a responsabilidade pela colisão.
Por outro lado, as vítimas que ficaram feridas afirmam que um homem estava ao volante participando de uma corrida ilegal. Em seu depoimento à polícia, uma enfermeira de 43 anos assegurou que era ela quem conduzia o Porsche 911 Carrera 2021, avaliado em mais de R$ 800 mil.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Momento do acidente com Porsche em SPCrédito: Reprodução Globo Momento após o acidente com Porsche em SPCrédito: Reprodução Globo Momento após o acidente com Porsche em SPCrédito: Reprodução Globo
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A mulher explicou que havia acabado de buscar o filho e uma amiga em uma casa noturna na Vila Nova Conceição e que pegaria a estrada rumo ao Guarujá, litoral de São Paulo. Para justificar a batida, ela alegou que havia adquirido o carro de luxo há apenas um mês e meio e ainda não estava acostumada com a direção.
O casal de comerciantes que ocupava o outro veículo, por outro lado, desmontou essa versão. Após serem socorridos e levados com ferimentos para a UPA Vila Mariana, eles registraram no boletim de ocorrência que o Porsche que os atingiu era, na verdade, pilotado por um homem.
Além disso, as vítimas relataram que o carro surgiu acompanhado de outros dois Porsches em altíssima velocidade, apontando para a prática de um “racha” em pleno túnel, onde a velocidade máxima permitida é de apenas 50 km/h. As imagens das câmeras de segurança reforçam a tese de que o esportivo trafegava muito acima do limite.
Para embolar ainda mais a investigação, os documentos do veículo trazem uma terceira peça para o quebra-cabeça. O registro aponta Ricardo Escanoela Ribeiro como dono do Porsche. Ao ser questionado, ele se defendeu afirmando que vendeu o esportivo há cerca de um mês para um homem chamado Gabriel Batista.

