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“Renuncie ou deixe o caso”: advogado de Stênio Garcia questiona imparcialidade na OAB-RJ

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“Renuncie ou deixe o caso”: advogado de Stênio Garcia questiona imparcialidade na OAB-RJ

O advogado do ator Stênio Garcia, Luiz Mantovani, questionou a atuação da advogada das filhas do artista, apontando um possível conflito ético na disputa familiar sobre um imóvel em Ipanema, no Rio de Janeiro. A defesa de Cássia, de 54 anos, e Gaya, de 52, seria conduzida por Silvia Drummond, que também ocupa os cargos de vice-presidente da OAB-RJ e presidente do Tribunal de Ética e Disciplina da entidade.

Para ele, a situação levanta dúvidas sobre imparcialidade e há um “embate institucional”, já que uma comissão da própria OAB, voltada à proteção de idosos, acompanha a situação do artista, que tem 94 anos. Em paralelo, uma das principais dirigentes do órgão atua na defesa da parte contrária. “Como pode a vice-presidente estar ao lado das filhas e uma comissão subordinada à própria OAB exercer um papel de fiscalização?”, questionou.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Stênio Garcia com as filhas e a esposaReprodução / Instagram Stênio Garcia e as filhasReprodução / Instagram Stênio GarciaReprodução @steniogarciaoficial Stênio GarciaReprodução / Instagram Stênio Garcia e a esposa, Mari SaadeFoto/Instagram

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“É contraditório. Eu entendo, inclusive, que há um embate ético profundo quanto a isso. Esse peso, embora ela queira, talvez, dissociar-se, é impossível de fazê-lo. Então, essa carga está sempre presente”, acrescentou o advogado, que sugeriu que Silvia deveria optar entre permanecer no cargo institucional ou atuar no processo. “Se quiser continuar na causa, o mais digno seria renunciar à vice-presidência e à presidência do Tribunal de Ética. Ou então, renunciar ao processo”, afirmou.

O advogado de Stênio também demonstrou preocupação com um possível impacto na condução da defesa. Ele teme que sua postura nos tribunais, considerada pelo próprio como mais combativa, possa ser interpretada como infração ética, considerando que Silvia Drummond preside o tribunal responsável por julgar esse tipo de conduta dentro da OAB.

Outro ponto levantado por Mantovani diz respeito aos custos da ação. Ele questionou a alegação de que as filhas poderiam enfrentar dificuldades financeiras, argumentando que a contratação de um escritório de alto nível indicaria o contrário. Segundo ele, os honorários estariam na casa dos R$ 100 e R$ 200 mil, superando o valor da dívida discutida no processo, que é de R$ 90 mil.

Para ele, a possibilidade de o caso estar sendo conduzido de forma gratuita (pro bono) também seria motivo de questionamentos. Luiz explica esse tipo de atuação deveria estar ligado a causas de grande relevância social. Apesar das críticas, ele ressaltou que não atribui má-fé à colega de profissão, mas reforçou a preocupação do ponto de vista institucional.

Por fim, o advogado afirmou que seguirá na defesa de Stênio Garcia e classificou como tentativa de intimidação a situação enfrentada. Ele também destacou confiar no posicionamento da presidente da OAB-RJ, Ana Tereza Basilio, além de fazer um apelo a colegas da advocacia para que se manifestem sobre o tema.

O portal LeoDias entrou em contato com Silvia Drummond sobre as declarações, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto e o texto será atualizado em caso de resposta.

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