A Sexta-feira Santa, celebrada neste ano em 3 de abril, marca a crucificação e morte de Jesus Cristo e é considerada uma das datas mais importantes para os cristãos. O dia integra a Semana Santa e antecede o Sábado de Aleluia e o domingo de Páscoa.
Durante esse período, diferentes tradições do cristianismo adotam práticas específicas, especialmente relacionadas à alimentação.
Pode comer carne na Sexta-feira Santa?
Para muitos fiéis, a data é marcada por reflexão, penitência e respeito. Por isso, é comum a prática do jejum parcial e da abstinência de carne vermelha. Em vez disso, muitas pessoas optam por consumir peixe, frutos do mar, ovos, legumes e outros alimentos mais simples.
De acordo com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, o costume de evitar carne está ligado ao simbolismo do sacrifício e da simplicidade. O peixe, nesse contexto, surge como uma alternativa permitida, por ser tradicionalmente associado a uma alimentação mais humilde.
Por que o peixe é consumido?
Além do aspecto religioso, o peixe também carrega um significado simbólico dentro do cristianismo. Ele está ligado a passagens bíblicas, como o milagre da multiplicação dos pães e peixes, e foi um dos primeiros símbolos utilizados pelos cristãos.
A própria palavra “peixe” em grego formava um acrônimo que representava a expressão “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”, reforçando sua importância na tradição.
Como é definida a data?
A data da Sexta-feira Santa varia a cada ano, pois segue o calendário religioso. Ela ocorre dois dias antes da Páscoa, que é calculada com base no calendário lunar, a partir da Quarta-feira de Cinzas.
Feriado nacional
No Brasil, a Sexta-feira Santa é considerada feriado nacional. Já o domingo de Páscoa, apesar de sua importância religiosa, não é oficialmente feriado.
Mais do que uma tradição alimentar, o período é visto pelos cristãos como um momento de reflexão sobre fé, sacrifício e renovação espiritual.

