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Trump ameaça Irã e diz que país “só está vivo para negociar” às vésperas de diálogo

Às vésperas de uma nova rodada de negociações para tentar encerrar o conflito no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a adotar um tom duro contra o Irã e fez novas ameaças caso as tratativas não avancem.

Em declaração publicada nesta sexta-feira (10) em sua rede social, Trump afirmou que o Irã “não tem cartas na manga” e disse que o país “só está vivo hoje para negociar”, elevando ainda mais a tensão entre as duas nações.

O presidente norte-americano também indicou que os Estados Unidos estão se preparando para uma possível escalada militar. Em entrevista ao jornal The New York Post, ele afirmou que o Exército está “carregando os navios com as melhores armas já feitas” e sinalizou que poderá utilizá-las caso não haja acordo.

“Se não tivermos um acordo, vamos usá-las de forma muito eficaz”, declarou Trump, acrescentando que o desfecho das negociações deve ser conhecido em breve.

Apesar do tom ameaçador vindo de Washington, o Irã também endureceu sua posição. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que os Estados Unidos precisam cumprir شروط prévias para que o diálogo avance.

Entre as exigências apresentadas por Teerã estão a inclusão do Líbano no cessar-fogo e a interrupção de ataques atribuídos a Israel. Além disso, autoridades iranianas cobram a liberação de ativos financeiros bloqueados no exterior antes do início das negociações.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, reforçou que sem o cumprimento dessas condições, não haverá avanço nas tratativas.

Mesmo diante do clima de desconfiança e de um cessar-fogo considerado frágil — que o Irã afirma já ter sido violado — representantes dos dois países devem se reunir a partir deste sábado (11), em Islamabad, no Paquistão, que atua como mediador.

A delegação dos Estados Unidos contará com o vice-presidente JD Vance, além de assessores próximos de Trump. Já o Irã será representado por Araqchi e Ghalibaf.

Vance adotou um discurso mais cauteloso e afirmou esperar avanços nas negociações, desde que o Irã atue “de boa fé”. Ainda assim, alertou que eventuais tentativas de enganar os negociadores poderão comprometer o processo.

As conversas devem ocorrer em um hotel na capital paquistanesa e começam sob um cenário de tensão, marcado por trocas de acusações e incertezas quanto ao respeito ao cessar-fogo — considerado o primeiro passo para um possível acordo definitivo.

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