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Trump reduz recursos de programas sociais e amplia gastos bilionários nas Forças Armadas dos EUA

Foto: Seth Wenig/Pool/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou uma proposta de orçamento que prevê forte redução em áreas sociais e ampliação expressiva dos investimentos militares. O plano, voltado para o ano fiscal de 2027, ainda precisa passar pelo Congresso norte-americano.

A proposta inclui um corte de cerca de 10% nos gastos discricionários que não estão ligados à defesa, afetando setores como saúde, educação, meio ambiente e assistência social. Em contrapartida, o orçamento militar teria um aumento de aproximadamente US$ 500 bilhões, chegando a cerca de US$ 1,5 trilhão — um dos maiores níveis já registrados no país.

Entre os investimentos previstos na área de defesa estão reajustes salariais para militares, expansão da estrutura bélica e novos projetos estratégicos, como o sistema antimísseis chamado “Golden Dome”, além da construção de dezenas de embarcações militares, incluindo submarinos.

Enquanto isso, diversas áreas civis sofreriam cortes significativos. A Agência de Proteção Ambiental (EPA) teria redução de mais da metade do orçamento. Também estão previstos cortes no Departamento de Agricultura, na área da saúde e na NASA, que pode ter dezenas de projetos científicos cancelados.

O plano também prevê o encerramento de programas do Departamento de Justiça e o fim de financiamentos voltados a iniciativas internacionais de promoção da democracia. Apesar das medidas de ajuste, o governo evita mexer em despesas consideradas sensíveis, como a Previdência e o sistema de saúde para idosos.

A proposta surge em meio a um cenário de pressão fiscal nos Estados Unidos, com a dívida pública já ultrapassando US$ 39 trilhões e um déficit anual que segue elevado.

A iniciativa tem gerado críticas de parlamentares e especialistas. O senador Jeff Merkley afirmou que o plano prioriza gastos com armamentos em detrimento de áreas essenciais para a população. Já analistas apontam preocupação com o aumento do endividamento e a falta de detalhamento nas projeções econômicas.

O projeto ainda será debatido no Congresso e deve enfrentar resistência, principalmente entre parlamentares da oposição.

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