“A vida de um padre tem limites”, avalia Fábio de Melo sobre a vida sexual no celibato
O padre Fábio de Melo voltou a falar sobre as especulações a respeito de sua intimidade e sexualidade. De acordo com o sacerdote, a curiosidade a respeito do tema na vida de religiosos é comum: “Estou acostumado”, explicou. Por outro lado, ele deixou claro a diferenciação entre vida sexual e vida genital.
Em entrevista ao videocast “Conversa Vai, Conversa Vem”, do jornal O Globo, o líder católico foi questionado se a vida sexual do padre existe: “Claro! Pode não ter a vida genital, mas a sexualidade envolve todos os nossos afetos. A força da comunicação vem de onde? É sempre de sedução. Na linguagem, todos os recursos humanos se manifestam. E a isso chamamos de sexualidade também”.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Padre Fábio de Melo destacou a importância de hábitos voltados para além da espiritualidadeCrédito: Reprodução Redes Sociais Padre Fábio de MeloCrédito: Reprodução Padre Fábio de MeloCrédito: Kleber Alepereira Padre Fábio de MeloCrédito: Reprodução TV Globo
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Fábio de Melo explicou que a arte é justamente um dos refúgios para lidar com o celibato e os desejos sexuais: “[Lido com o celibato] com as dificuldades que uma pessoa precisa para ser fiel ao que escolheu. A vida de um padre tem limites e possibilidades. Gosto de estudar, ler. Minha opção pela arte me ajuda a sublimar. Limitamos desejos aos carnais. Mas os desejos espirituais são maravilhosos”.
A respeito dos questionamentos sobre sua sexualidade feitos por uma deputada, o padre explicou: “O que se pode dizer? Essa pessoa me conhece? Já participou da minha intimidade? Como posso reagir a isso? Da maneira como escolhi viver: fazendo o bem a quem puder. Se for interromper o que faço para cuidar de cada um que tem opinião sobre mim, não vou viver”.
“Estamos transformando a vida num campo de batalha, isso nos adoece. A vida sexual de um padre sempre gera curiosidade. Estou acostumado”, destacou Fábio, que completou sobre os rumores: “Agora, vai ser sempre um problema… Se ando com você, estou tendo caso. Vou ser sempre vítima disso. Pra mim, não faz diferença. Me ofenderia dizer que sou mau caráter, que roubei, feri, tratei mal alguém”.
Depressão
Atenção: o trecho a seguir traz relatos sensíveis e pode ocasionar gatilhos de depressão e crise de ansiedade. Saber reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém próximo a você pode ser o primeiro e mais importante passo. Procure ajuda especializada como o CVV (Centro de Valorização da Vida) e os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) da sua cidade. O CVV funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente. São mais de 120 postos de atendimento em todo o Brasil.
A entrevista faz parte da divulgação do novo álbum dele, “O Beijo Que Vós me Nordestes”, que será lançado nesta sexta-feira (15/5). O material passou a ser produzido em meio ao auge de sua depressão, tema do qual ele também comentou: “Tenho predisposição genética à depressão, muitos suicídios na família. Durante muito tempo, convivi com isso. Mas em 2017, a casa ruiu. Aí entendi que os piores desertos eu atravesso sozinho”.
“Em 2017, [suicídio] era só o que queria e pensava. Nunca tentei, mas, em muitos momentos, fiquei planejando. Em janeiro, tive uma crise muito ruim. Foi quando entendi que, por mais que estimulada por alguém, a luta é dentro de mim… Preciso encontrar recurso para sobreviver a mim mesmo. Quem me adoece não é o outro. Sou eu”, finalizou Fábio de Melo.