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Apesar da alta procura por adoção, crianças mais velhas e grupos de irmãos seguem à espera de famílias no Acre

Foto: Reprodução

Embora o número de pessoas interessadas em adotar seja superior ao de crianças disponíveis no Acre, o processo de adoção ainda enfrenta obstáculos relacionados ao perfil buscado pelos pretendentes.

Dados divulgados pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) indicam que atualmente existem 62 pessoas habilitadas para adoção no estado, enquanto apenas 12 crianças e adolescentes estão aptos a serem adotados. Em Rio Branco, a proporção também chama atenção: são 36 pretendentes para apenas quatro crianças disponíveis.

O cenário acreano acompanha uma realidade observada em todo o país. Segundo informações do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), mais de 33 mil pessoas estão cadastradas e aptas a adotar, enquanto cerca de 6 mil crianças e adolescentes aguardam uma família.

Apesar da diferença numérica favorável aos pretendentes, a adoção nem sempre acontece com rapidez. Especialistas apontam que muitos candidatos estabelecem critérios específicos, priorizando crianças mais novas, sem irmãos e com determinadas características físicas.

Essa preferência faz com que crianças mais velhas, adolescentes e grupos de irmãos permaneçam por mais tempo em instituições de acolhimento, mesmo diante da existência de milhares de famílias habilitadas para adoção.

O Poder Judiciário tem desenvolvido campanhas de conscientização para incentivar a chamada adoção tardia e ampliar o debate sobre a importância de acolher crianças e adolescentes que não se enquadram no perfil mais procurado pelos adotantes.

A expectativa é que a ampliação do diálogo sobre o tema contribua para reduzir o tempo de espera de crianças que sonham em construir vínculos familiares permanentes e encontrar um novo lar.

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