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Com R$ 5,6 mil por mês, Acre está entre os estados onde é mais fácil ingressar na classe média

Acre classe média

Foto: Reprodução

Uma família acreana com renda mensal de aproximadamente R$ 5,6 mil já pode ser considerada integrante da classe média brasileira consolidada. É o que aponta o estudo Renda Familiar Necessária para Integrar a Classe Média Brasileira por UF (2025), divulgado na última quinta-feira (28), que coloca o Acre entre os estados com menor renda exigida para alcançar esse patamar socioeconômico no país.

Segundo o levantamento, o Acre ocupa a 24ª posição entre as 27 unidades da federação no ranking nacional da renda familiar necessária para integrar a chamada classe média consolidada. O valor estimado para o estado é de R$ 5,6 mil mensais para uma família padrão de três pessoas.

Apenas Alagoas e Ceará, ambos com renda estimada em R$ 5,3 mil, e o Maranhão, com R$ 5 mil, apresentam valores inferiores aos registrados no Acre.

O estudo foi elaborado pelo portal Brasil em Mapas com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, além de parâmetros da FGV Social, coeficientes de desigualdade de renda medidos pelo Índice de Gini e estimativas regionais de custo de vida.

A metodologia busca identificar quanto uma família precisa receber mensalmente para se posicionar dentro do centro econômico da classe média brasileira em cada estado.

Distrito Federal lidera ranking nacional

Enquanto o Acre aparece entre os estados com menor renda necessária para atingir a classe média, o Distrito Federal ocupa o topo da lista.

Na capital federal, uma família precisa ter renda aproximada de R$ 14,4 mil por mês para ser considerada integrante da classe média consolidada. O valor é quase três vezes superior ao estimado para as famílias acreanas.

Na sequência aparecem São Paulo, com R$ 9,7 mil, Paraná, com R$ 9,2 mil, e Santa Catarina, com R$ 9,1 mil mensais.

De acordo com os pesquisadores, a diferença entre os estados reflete fatores como custo de vida, estrutura econômica, renda média da população e níveis de desigualdade social.

Acre fica abaixo da média da Região Norte

Mesmo pertencendo à Região Norte, o Acre apresenta valor inferior à média regional calculada pelo estudo.

A pesquisa estima que uma família da região precisa receber cerca de R$ 6,3 mil por mês para integrar a classe média. Estados vizinhos apresentam valores mais elevados, como Rondônia e Roraima, ambos com R$ 6,7 mil, além do Amazonas e do Amapá, com R$ 6,3 mil.

O Pará aparece mais próximo da realidade acreana, também com renda estimada em R$ 5,6 mil mensais.

Os autores destacam que valores menores não significam necessariamente maior facilidade econômica ou melhor qualidade de vida. Segundo eles, os números refletem diferenças regionais relacionadas ao custo de vida e à composição da renda das famílias.

Menos da metade dos acreanos integra a classe média

Além de calcular a renda necessária para ingressar na classe média, o levantamento também analisou a participação da população nesse grupo social.

No Acre, cerca de 42,8% dos moradores estão inseridos na chamada classe média ampliada, formada pelas classes B e C.

O percentual fica abaixo dos índices observados em diversos estados das regiões Sul e Sudeste, onde a participação da classe média supera 55% da população.

Os pesquisadores explicam que a classe média consolidada considerada no estudo busca representar não apenas um determinado nível de renda, mas também aspectos relacionados ao padrão de consumo, estabilidade financeira e inserção social.

O levantamento ressalta ainda que os resultados são estimativas estatísticas e não constituem uma classificação oficial do IBGE.

Diferenças regionais evidenciam desigualdade econômica

O estudo conclui que as diferenças entre os estados brasileiros continuam evidenciando a forte heterogeneidade econômica do país.

Enquanto em algumas unidades da federação uma renda familiar de cerca de R$ 5 mil já é suficiente para posicionar uma família na classe média, em outras regiões são necessários mais de R$ 14 mil mensais para alcançar o mesmo status socioeconômico.

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