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Ataque em escola no Acre: veja o que de fato já foi confirmado e o que ainda é apurado pela polícia

Foto: Sérgio Vale

O ataque a tiros registrado no Instituto São José, no centro de Rio Branco, na última terça-feira (5), continua sendo investigado pelas autoridades acreanas e ainda deixa diversos questionamentos sem resposta. O caso provocou forte comoção no estado e já é considerado o atentado mais letal contra uma instituição de ensino no Brasil em 2026.

Durante entrevista coletiva realizada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), representantes das forças de segurança detalharam o que já foi confirmado e quais pontos seguem sob investigação da Polícia Civil.

Foto: Alzenir Pereira da Silva e Raquel Sales Feitosa, vítimas fatais I rede social/reprodução

As vítimas fatais foram identificadas como Alzenir Pereira da Silva, de 53 anos, conhecida como “Zena”, e Raquel Sales Feitosa, de 37 anos. As duas trabalhavam na escola e morreram após serem atingidas pelos disparos dentro da unidade de ensino.

Adolescente de 13 anos confessou autoria

Segundo as autoridades, o responsável pelo ataque é um adolescente de 13 anos, estudante da própria escola. Após os disparos, ele deixou o local e se apresentou espontaneamente no Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar.

De acordo com a comandante-geral da PM, coronel Marta Renata, o jovem chegou bastante nervoso, mas afirmou ser o autor do atentado.

Funcionárias tentaram impedir ataque

Testemunhas relataram que as duas funcionárias mortas tentaram conter o adolescente após ouvirem os primeiros disparos. Elas teriam agido para proteger estudantes e demais servidores da escola, mas acabaram baleadas durante a ação.

Foto: imagem da arma na cena do crime I rede social/divulgação

Apesar dos relatos, a Polícia Militar informou que a dinâmica completa do crime ainda depende da análise das imagens das câmeras de segurança.

Arma usada pertencia ao padrasto do adolescente

A investigação confirmou que o adolescente utilizou uma pistola calibre .380 registrada no nome do padrasto, o advogado Ruan de Mesquita Amorim, que possui registro como Caçador, Atirador e Colecionador (CAC).

Foto: Reprodução

A arma foi apreendida e encaminhada à Polícia Civil. Em nota, a defesa do advogado afirmou que o menor teve acesso indevido ao armamento, sem autorização ou conhecimento prévio do padrasto.

Ruan Amorim foi levado à Delegacia de Flagrantes (Defla) para prestar esclarecimentos e poderá responder por falta de cautela na guarda da arma de fogo.

Duas pessoas ficaram feridas

Foto: Reprodução

Além das duas mortes, outras duas pessoas ficaram feridas durante o atentado, entre elas uma estudante. Segundo as autoridades, os sobreviventes não correm risco de morte.

Polícia investiga possível participação de terceiros

Um dos principais pontos ainda investigados é se o adolescente teve ajuda de outras pessoas ou participação em grupos virtuais ligados a ataques escolares e conteúdos extremistas.

Foto: Delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Pedro Buzolin I Sérgio Vale

O celular do menor já foi apreendido e teve acesso autorizado pela Justiça. O material será analisado pela Polícia Civil.

A governadora Mailza Assis afirmou que existem indícios de que o adolescente pode não ter agido sozinho, embora a investigação ainda não confirme envolvimento de terceiros.

Aulas foram suspensas e governo decretou luto

Após o ataque, o governo do Acre suspendeu por três dias as aulas das redes estadual, municipal e particular em todo o estado. O retorno das atividades está previsto para a próxima segunda-feira (11).

Também foi decretado luto oficial de três dias. As bandeiras dos prédios públicos estaduais foram hasteadas a meio mastro em sinal de respeito às vítimas.

MEC enviará equipe especializada

O Ministério da Educação anunciou o envio de especialistas em violência escolar para prestar apoio à comunidade escolar atingida pelo atentado.

Foto: secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, João Paulo Silva I Sérgio Vale

Equipes da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos também passaram a atuar no atendimento psicológico de familiares, estudantes e servidores da escola.

O que ainda falta esclarecer

Entre os principais pontos que seguem sob investigação estão a motivação do ataque, a quantidade de tiros disparados, a possível relação com casos de bullying e a existência de ameaças contra outras escolas.

A Polícia Civil também analisa imagens de câmeras de segurança e depoimentos para reconstruir toda a sequência do atentado.

Segundo as autoridades, a previsão é que as investigações sejam concluídas em até 30 dias.

Com imagens do Ac24horas.
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