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Bolsonaro entra com revisão criminal no STF para tentar anular condenação

Foto: Antonio Augusto/STF.

O Bolsonaro entrou com revisão criminal no STF nesta sexta-feira (8) para tentar anular a condenação de 27 anos e 3 meses de prisão no processo relacionado à trama golpista.

O pedido foi protocolado pela defesa do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal, que deverá analisar o recurso nos próximos meses.

Segundo os advogados, a condenação precisa ser revista porque teria ocorrido “erro judiciário” durante a tramitação do processo.

“O que esta revisão criminal demonstrou foi um quadro de erro judiciário em sua acepção mais grave”, afirmaram os defensores no documento enviado à Corte.

Bolsonaro foi condenado no ano passado pela Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

Agora, conforme prevê o regimento interno do Supremo, a revisão criminal será analisada pela Segunda Turma da Corte, formada pelos ministros André Mendonça, Nunes Marques, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux.

No recurso, a defesa questiona a forma como o julgamento foi conduzido.

Os advogados argumentam que, por ter exercido a Presidência da República, Bolsonaro deveria ter sido julgado pelo plenário do STF, e não apenas pela Primeira Turma.

Outro ponto levantado pela defesa envolve a delação premiada do ex-ajudante de ordens Mauro Cid.

Segundo os advogados, a colaboração não teria ocorrido de forma voluntária e, por isso, deveria ser anulada.

A defesa também afirma que não teve acesso integral às provas reunidas durante a investigação.

No mérito da ação, os advogados sustentam que não existem provas que liguem Bolsonaro diretamente aos atos de 8 de janeiro de 2023 ou à liderança de um plano de golpe de Estado.

“É incontroverso nos autos que não há nenhuma ordem ou orientação do ex-presidente em relação ao 8 de janeiro”, afirmaram.

Bolsonaro foi condenado por cinco crimes:

– organização criminosa armada;

– tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;

– golpe de Estado;

– dano qualificado pela violência e grave ameaça;

– deterioração de patrimônio tombado.

Atualmente, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar por razões de saúde.

Com informações da Agência Brasil.

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