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Candidato com nanismo é reprovado no TAF mesmo após decisão de Alexandre de Moraes

Foto: Reprodução.

O advogado Matheus Menezes Matos, de 25 anos, foi reprovado no Teste de Aptidão Física (TAF) do concurso para delegado substituto da Polícia Civil de Minas Gerais, mesmo após refazer as provas com critérios adaptados por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Matheus, que possui nanismo e concorreu às vagas destinadas a pessoas com deficiência (PCD), havia conseguido na Justiça o direito de realizar uma nova avaliação física com adaptações específicas às suas condições físicas.

A decisão do STF foi concedida em março deste ano, após o candidato questionar os critérios adotados inicialmente no concurso. Na ocasião, Alexandre de Moraes autorizou a reaplicação dos testes físicos sob parâmetros adaptados, levando em consideração a condição do concorrente.

Mesmo com as mudanças, o resultado divulgado pela banca organizadora apontou reprovação no exame físico.

Inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Goiás, Matheus disputava uma vaga no cargo de delegado substituto da Polícia Civil mineira dentro da cota reservada para pessoas com deficiência.

O caso rapidamente repercutiu nas redes sociais e reacendeu discussões sobre inclusão, acessibilidade e os limites das adaptações em concursos públicos voltados às carreiras policiais, especialmente em cargos que exigem condicionamento físico.

Até o momento, não há confirmação sobre eventual recurso do candidato contra o resultado do teste.

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