O Acre está entre os estados brasileiros que apresentam crescimento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o mais recente boletim InfoGripe, divulgado nesta sexta-feira (29) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O levantamento também aponta que Rio Branco figura entre as capitais com nível de atividade considerado de alerta, risco ou alto risco para a doença.
De acordo com a Fiocruz, o aumento das internações está relacionado principalmente à circulação do vírus sincicial respiratório (VSR) e da influenza A. O rinovírus também aparece como um dos agentes responsáveis pelo avanço dos casos, especialmente entre crianças e adolescentes.
Acre registra crescimento nas últimas semanas
O boletim epidemiológico mostra que o Acre está entre as 20 unidades da federação que apresentaram sinal de crescimento de longo prazo dos casos de SRAG nas últimas seis semanas epidemiológicas.
Apesar de haver indícios de desaceleração nos casos relacionados ao vírus sincicial respiratório, os níveis de circulação do vírus permanecem elevados no estado, mantendo o cenário de preocupação para as autoridades de saúde.
Na capital Rio Branco, os dados apontam uma tendência de crescimento sustentado dos casos graves de síndrome respiratória nas últimas semanas.
Crianças e idosos seguem sendo os mais afetados
Segundo a Fiocruz, o impacto da SRAG continua mais intenso entre crianças pequenas e idosos.
Entre crianças de até quatro anos, o vírus sincicial respiratório é o principal responsável pelas hospitalizações. Já entre adultos e idosos, a influenza A lidera os casos graves e os registros de óbitos associados à síndrome.
O rinovírus também tem contribuído significativamente para o aumento das internações, principalmente entre o público infantil.
Vacinação continua sendo a principal proteção
A Fiocruz reforça a importância da vacinação como principal forma de prevenção contra os vírus respiratórios.
A vacina contra o vírus sincicial respiratório é indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, oferecendo proteção aos bebês nos primeiros seis meses de vida.
Já a vacina contra a influenza é recomendada para grupos prioritários, incluindo idosos, crianças, gestantes, puérperas e pessoas com doenças crônicas ou comorbidades.
Medidas preventivas seguem recomendadas
Além da vacinação, especialistas orientam a adoção de medidas simples para reduzir o risco de transmissão das doenças respiratórias.
Entre as recomendações estão:
- Higienizar as mãos frequentemente;
- Cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar;
- Utilizar máscara em caso de sintomas gripais;
- Evitar contato próximo com outras pessoas quando estiver doente;
- Manter ambientes ventilados.
Brasil já soma mais de 70 mil casos de SRAG
Em todo o país, já foram registrados 70.211 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em 2026. Desse total, 33.245 tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório.
Entre os casos positivos:
- 33,9% foram causados por rinovírus;
- 29,7% por vírus sincicial respiratório (VSR);
- 25,4% por influenza A;
- 6,4% por Covid-19.
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o VSR passou a liderar as confirmações laboratoriais no Brasil, representando 47,6% dos casos positivos, seguido pelo rinovírus (23,9%) e pela influenza A (22,4%).

