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ENTRETENIMENTO

Consumidores de loja de vinis importados denunciam calote; suposta dívida passa de R$ 200 mil

Por Portal Leo Dias 20/05/2026 14:33
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Uma loja virtual chamada Store de Fã, especializada na venda de vinis e itens ligados a artistas internacionais, foi denunciada por ao menos 320 clientes, que afirmam ter sido prejudicados sem a entrega dos produtos ou reembolso. Uma planilha reunida pelos consumidores e obtida com exclusividade pelo portal LeoDias aponta que os pedidos somam mais de R$ 200 mil em valores pagos pelos itens.

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Os registros incluem nomes de compradores, estados, datas dos pedidos, valores pagos e observações sobre a situação de cada caso. Há consumidores que afirmam aguardar solução desde 2025. A maioria relata dificuldades para obter retorno da empresa após diversos adiamentos de entrega.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Loja Store de Fã, denunciada por mais de 300 consumidoresReprodução: X/@Store_defa Um dos diversos relatos no XReprodução: X/@tayliviebrinns Discos de vinil foram populares entre as décadas de 1960 e 1980, porém, até hoje conta com adeptosReprodução: TV TEM Discos de vinil foram populares entre as décadas de 1960 e 1980, porém, até hoje conta com adeptosFoto: Arquivo pessoal/Cledson Branco Um dos diversos relatos no XReprodução: X/@holyfvckdl

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As denúncias passaram a ganhar repercussão nas redes sociais nos últimos dias, após vítimas criarem perfis públicos e threads no X, antigo Twitter, para relatar as experiências com a loja. Em uma das publicações, um consumidor afirma que adquiriu vinis anunciados como “pronta entrega”, mas recebeu posteriormente um e-mail informando que os produtos, na verdade, seriam importados e poderiam levar de 60 a 100 dias úteis para chegar. Outro relato aponta que clientes chegaram a receber propostas de “parcelamento de reembolso” em até 36 vezes. Há ainda acusações de continuidade das vendas, mesmo diante do aumento das denúncias envolvendo atrasos e falta de devolução dos valores pagos.

Segundo os consumidores, muitas das vítimas são fãs jovens que economizaram durante meses para adquirir edições limitadas e produtos importados de artistas internacionais. Em mensagens enviadas à reportagem, integrantes do grupo afirmam que o prejuízo vai além do financeiro e envolve desgaste emocional causado pela falta de respostas concretas.

“Além disso, vítimas afirmam possuir registros públicos e materiais que levantam questionamentos sobre o uso do dinheiro recebido pela loja. Segundo os relatos, enquanto consumidores aguardavam produtos e reembolsos, a proprietária seguia realizando viagens nacionais e internacionais, comparecendo a shows dentro e fora do Brasil e ostentando um padrão de vida incompatível com a alegação de falta de recursos para devolver os valores pagos pelos clientes”, disse Lucas Papel, um dos consumidores que organiza a mobilização online e conversou com a reportagem.

O grupo, formado por Lucas, Karoline Venâncio, Karol Neez, Caroline Borges, Lucas Silva e Gabriele Kuppe afirma já ter reunido comprovantes de pagamento, capturas de tela, registros de conversas, documentos fiscais e relatos de compradores de diferentes regiões do país. Parte das vítimas também passou a compartilhar supostos indícios de irregularidades fiscais e questionamentos sobre a emissão de notas fiscais dos pedidos.

Em uma das publicações feitas nas redes sociais, consumidores também afirmam que já existe acompanhamento jurídico coletivo do caso. Alguns clientes dizem ter recorrido ao Procon e avaliam medidas judiciais.

Relato de um dos consumidores
Lucas Papel afirmou ao portal LeoDias ter pago cerca de R$ 2 mil em produtos da Store de Fã em outubro do ano passado, mas diz nunca ter recebido confirmação formal da compra por e-mail. Segundo ele, ao questionar a ausência do comprovante, foi informado pela loja de que o pedido constava apenas no sistema interno.

O cliente relata que, após o prazo de entrega expirar, recebeu a justificativa de que os produtos estariam retidos na alfândega. Meses depois, apenas um dos vinis teria sido entregue. O outro item continuaria sem previsão de envio, como afirmou.

Ainda de acordo com Lucas, consumidores teriam solicitado notas fiscais e comprovantes das importações, mas não teriam recebido os documentos. “Acho que ela não comprou nenhum vinil, porque a gente pede comprovação de que esses vinis existem e ela não manda. Ela não tem nada que comprove. O que ela tem são umas fotos que a gente percebeu que é tudo IA (inteligência artificial). E-mail de nota fiscal não tem, ela fala que ela não pode emitir ainda e fica nisso”, contou.

O consumidor ainda diz que encontrou registros de outras empresas vinculadas ao mesmo CNPJ e afirma que há relatos antigos de clientes insatisfeitos envolvendo negócios associados à proprietária.

O outro lado
O portal LeoDias procurou a proprietária da Store de Fã, Bruna Luyse Biachi Charão, para comentar as acusações. Em ligação, o advogado João Felipe, responsável pela defesa, afirmou que a empresa atua há cerca de seis anos no mercado voltado a fãs de música, especialmente com importação de CDs e discos de vinil em edições especiais. Segundo ele, os problemas teriam começado após encomendas ficarem retidas na Receita Federal, o que teria elevado custos com tributação e atrasado entregas. A defesa afirma que as importações eram feitas no CPF da proprietária, situação que teria gerado maior fiscalização aduaneira.

Ainda de acordo com o advogado, a loja enfrenta atualmente dificuldades financeiras, queda nas vendas e mais de 300 reclamações de consumidores, mas nega que se trate de golpe ou estelionato. A empresária estaria ainda sofrendo ameaças e busca alternativas para quitar os débitos, incluindo propostas de parcelamento de reembolsos e a procura por um emprego para auxiliar nos pagamentos aos clientes.

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