Copa começa a ganhar forma com veteranos, jovens promessas e ausências marcantes
A Copa do Mundo de 2026 começou a ganhar seus primeiros protagonistas antes mesmo do apito inicial. Com o prazo da Fifa se aproximando para o envio das listas definitivas, seleções classificadas para o torneio passaram a divulgar os 26 jogadores convocados para disputar o Mundial nos Estados Unidos, México e Canadá. As primeiras relações anunciadas mostram um retrato claro do momento vivido pelo futebol internacional: enquanto alguns ídolos tentam disputar a última Copa da carreira, uma nova geração começa a assumir espaço dentro das principais seleções do planeta.
A edição de 2026 promete ser histórica. Além do novo formato com 48 países, existe também o contexto de transição vivido por diversas equipes tradicionais. Essa será a Copa do encerramento de ciclos que dominaram o futebol mundial na última década. Portanto, tem tudo para ser um evento repleto de catarse e com cunho emocional forte para aqueles que são apaixonados por futebol.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Reprodução FootyHeadlines A próxima Copa do Mundo acontece em 2026 nos Estados UnidosReprodução/Instagram: @fifa
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A nova França
A França aparece como um dos exemplos mais emblemáticos dessa mudança. Segundo listas divulgadas pela imprensa europeia, Didier Deschamps deve apostar em um elenco significativamente mais jovem para o Mundial. O grupo segue liderado por Kylian Mbappé, mas chama atenção pela presença crescente de nomes como Désiré Doué, Bradley Barcola, Rayan Cherki, Michael Olise e Maghnes Akliouche.
Ao mesmo tempo, campeões mundiais recentes ficaram fora das relações divulgadas. Antoine Griezmann, Karim Benzema e Olivier Giroud, protagonistas das campanhas francesas nos últimos anos, não aparecem entre os convocados divulgados pelo jornal RMC Sport.
Veteranos ainda resistem
A Bélgica também iniciou oficialmente sua caminhada rumo ao Mundial apostando em uma mistura entre experiência e renovação. Courtois, Kevin De Bruyne e Romelu Lukaku seguem como referências técnicas da equipe, enquanto nomes mais jovens tentam consolidar uma nova fase da geração belga.
Em outras seleções, o cenário é parecido. O Japão manteve forte presença de atletas que atuam nas principais ligas europeias, enquanto a Suécia chega embalada pela dupla ofensiva formada por Alexander Isak e Viktor Gyökeres, dois dos atacantes mais valorizados do futebol europeu atualmente.
A Copa também muda longe dos holofotes
Além das tradicionais potências, as primeiras listas também ampliam o espaço para histórias menos midiáticas, mas carregadas de simbolismo dentro da Copa. Haiti, Nova Zelândia, Bósnia, Costa do Marfim e Tunísia já divulgaram seus grupos para o torneio.
O Haiti, adversário do Brasil na fase de grupos, confirmou uma equipe com jogadores espalhados entre França, Bélgica, Dinamarca e Major League Soccer. Já a Costa do Marfim chega com uma geração liderada por Franck Kessié, Amad Diallo e Nicolas Pépé.
O Brasil ainda guarda suspense
Enquanto isso, seleções gigantes ainda mantêm mistério sobre suas listas finais. Brasil, Argentina, Inglaterra, Alemanha, Espanha e Portugal seguem sem divulgar oficialmente os convocados.
No caso brasileiro, Carlo Ancelotti anunciará a lista definitiva na próxima segunda-feira (18/5). O treinador italiano ainda avalia disputas em setores importantes do elenco, especialmente no ataque e na defesa.
Quando a Copa começa antes da bola rolar
A proximidade do Mundial também transforma cada convocação em uma espécie de fotografia do futebol atual. Alguns nomes aparecem como continuidade de uma era vencedora. Outros surgem como símbolos de renovação. E há ainda aqueles que vivem o peso de uma possível despedida definitiva da maior competição do esporte.
Faltando poucas semanas para a abertura da Copa, o torneio começa a sair do campo das projeções e assumir rostos, histórias e protagonistas reais.