Filme de “A Viagem” corta personagem importante da novela original
O filme inspirado em “A Viagem” já começou a tomar forma nos Estúdios Globo e as primeiras mudanças em relação à novela original começam a aparecer nos bastidores. Uma das mais significativas envolve justamente um dos núcleos mais conhecidos da trama exibida em 1994: Raul e Andrezza ficaram de fora da adaptação cinematográfica.
Na novela escrita por Ivani Ribeiro, Raul (Miguel Falabella) e Andrezza (Thaís de Campos) viviam uma relação turbulenta, marcada principalmente pela interferência de Dona Guiomar, que acabava sendo influenciada pelo espírito obsessor de Alexandre (Guilherme Fontes). O núcleo tinha forte carga dramática e ajudava a mostrar os impactos espirituais causados pelo vilão em diferentes famílias da história.
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Só que, na nova versão para os cinemas, o personagem Raul acabou cortado. A adaptação vai concentrar forças em outros núcleos considerados mais centrais para a narrativa do longa, especialmente no triângulo formado por Diná (Carolina Dieckmann), Otávio (Rodrigo Lombardi) e Alexandre (Pedro Novaes). O filme começou a ser produzido em maio de 2026 e é escrito por Jaqueline Vargas, com direção de Henrique Sauer.
Outra novidade importante envolve a escalação da atriz catarinense Lola Belli, de 18 anos, para interpretar Paty, filha de Diná. A escolha da atriz já entrega uma mudança significativa na cronologia da história. Na novela original, exibida em 1994, Paty era apenas uma criança de quatro anos, interpretada por Viviane Pinheiro. Agora, com uma atriz já adulta no papel, fica evidente que o filme fará alterações na dinâmica familiar e no tempo da narrativa.
A nova versão de “A Viagem” vai transportar a trama para os dias atuais, preservando os principais pilares emocionais da obra de Ivani Ribeiro — como os conflitos espirituais, os laços familiares, o peso do carma e a ideia de evolução após a morte —, mas apostando em uma abordagem mais contemporânea e menos fiel à estrutura original da novela.
Nos bastidores, a percepção é de que o projeto tenta encontrar um equilíbrio delicado: respeitar a memória afetiva de uma das novelas mais marcantes da TV brasileira sem transformar o filme em uma simples reprodução da versão de 1994.