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POLICIAL

Padrasto é preso por estupro de vulnerável contra enteadas em Rodrigues Alves; uma das vítimas engravidou aos 14 anos

Por Cris Menezes 20/05/2026 16:06 Atualizado em 20/05/2026 16:09
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Uma ação da Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia-Geral de Rodrigues Alves, resultou na prisão de um homem na manhã desta quarta-feira, 20. Ele é acusado dos crimes de estupro e estupro de vulnerável praticados contra as próprias enteadas, uma criança de 9 anos e uma adolescente de 17 anos.

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O caso, que chocou a comunidade local, passou a ser investigado após uma denúncia formalizada pelo Conselho Tutelar.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Marcílio Laurentino, o Conselho Tutelar acionou a polícia após relatos de que a criança de 9 anos vinha sofrendo abusos sexuais por parte do padrasto. Testemunhas relataram ter visto o suspeito saindo de madrugada de um matagal, nas proximidades da balsa do município, acompanhado da menor, um fato que já era de amplo conhecimento e repercussão na cidade.

Exame de corpo de delito: A criança foi encaminhada para exames periciais. O laudo médico constatou o rompimento de hímen antigo e cicatrizado, confirmando que houve conjunção carnal em episódios anteriores.

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A genitora da vítima também foi ouvida inicialmente pela autoridade policial, ao ser ouvido na delegacia, o homem negou veementemente todas as acusações.

No decorrer das investigações, a polícia recebeu uma nova denúncia apontando que a outra filha da companheira do suspeito, hoje com 17 anos, também teria sido vítima do padrasto.

Em depoimento, a adolescente confirmou os abusos e revelou ter sido estuprada por ele quando tinha apenas 14 anos. Na mesma época da violência, a jovem engravidou. Até o momento, ela não sabe se a paternidade da criança é do acusado ou de seu namorado na época.

O delegado Marcílio Laurentino informou que a adolescente, o filho dela e o suspeito passarão por exames de DNA para que a paternidade seja legalmente identificada. “Um dos pontos que mais chamou a atenção da equipe de investigação foi o fato de o agressor ter retornado a residir na mesma casa que as vítimas, mesmo após os episódios relatados. Por conta disso, a conduta da mãe será rigorosamente apurada para determinar se houve conivência ou omissão da parte dela em relação aos crimes cometidos contra as filhas”, disse Laurentino.

O acusado permanece detido e será encaminhado para a audiência de custódia nesta quinta-feira, 21, onde o Poder Judiciário avaliará a manutenção de sua prisão preventiva.

 

 

 

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