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Jeniffer Nascimento destaca impacto social de nova personagem em “Quem Ama Cuida”

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Jeniffer Nascimento destaca impacto social de nova personagem em “Quem Ama Cuida”

A atriz Jeniffer Nascimento falou sobre os desafios e o peso social de sua nova personagem na novela “Quem Ama Cuida”, próxima trama da Globo escrita por Walcyr Carrasco. Em entrevista ao repórter Cadu Safner, do portal LeoDias, durante a festa de lançamento da produção em São Paulo, a artista detalhou o processo de preparação para interpretar “Nancy”, uma mulher acusada de um crime e marcada pelas consequências do encarceramento.

Segundo Jeniffer, a personagem entrará na história um pouco depois do início da novela, mas carregará conflitos centrais ligados ao sistema prisional feminino e à reconstrução de laços familiares.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Dita (Jeniffer Nascimento) em “Êta Mundo Melhor!”Fábio Rocha/Globo Dita (Jeniffer Nascimento) em “Êta Mundo Melhor!”Divulgação/Globo Jeniffer Nascimento, a Dita da novela “Êta Mundo Melhor!”, da Globo, integrou o extinto grupo GirlsCrédito: Reprodução Instagram @jeniffer_nascimento

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Parcerias antigas e novo desafio
Durante a conversa, a atriz comentou a sequência de trabalhos realizados ao lado de profissionais com quem já construiu outras parcerias na televisão. “Terceira parceria com Walcyr Carrasco, terceira com Claudia Souto, e segundo com a Mora”, destacou.

Jeniffer explicou que a preparação para viver “Nancy” envolveu pesquisas e contato direto com mulheres que passaram pelo sistema carcerário brasileiro.

“A ‘Nancy’ vai entrar um pouquinho mais adiante, né, porque a novela começou a gravar quando ainda não tinha terminado ‘Êta Mundo Melhor’. Mas a ‘Nancy’ é uma mulher que está presa, acusada de um crime”, pontuou.

Laboratório com mulheres do sistema prisional
A atriz contou que buscou entender mais profundamente a realidade vivida por mulheres encarceradas antes de iniciar as gravações: “Então ela vai ter conflitos muitos legais. A começar por ser uma mulher que vive no sistema carcerário no Brasil, que é muito diferente dos homens. Eu fiz laboratório, fui conversar com muitas mulheres que já passaram por essa realidade, e muitas coisas me impressionaram.”

Entre os relatos ouvidos durante o processo, um dos pontos que mais chamou atenção da atriz foi o abandono enfrentado por muitas detentas: “Como por exemplo a visita. No presídio masculino, a fila de visitas vira o quarteirão. As mulheres me relataram que em um presídio com 400 mulheres, 10 recebem visita.”

Relação entre mãe e filho será eixo emocional da trama
Na novela, ‘Nancy’ tentará reconstruir a relação com o filho ‘Antônio Caramelo’, personagem interpretado pelo filho de Aline Wirley e Igor Rickli. Segundo Jeniffer, esse reencontro será um dos pontos mais delicados da trajetória da personagem.

“E a ‘Nancy’ também vai ter um grande dilema, que é reconquistar o filho. Porque ela tem um filho de 11 anos, que é o ‘Antônio Caramelo’, filho de Aline Wirley e Igor Rickli, e eu estou muito feliz, porque conheço o Antônio desde bebê, tenho foto com ele bebê no colo”, disse.

A atriz afirmou que a novela deve explorar as dificuldades emocionais dessa retomada: “E a gente vai falar sobre essa relação, né. Essa mulher passou muito tempo na cadeia, e quando ela sai tem uma ansiedade de retomar essa relação com o fillho, mas ao mesmo tempo vai ter que ser paciente, porque ele era uma criança e não entende muito o que aconteceu, né. Então acho que ela vai ter conflitos muito potentes.”

“Responsabilidade social”
Jeniffer também destacou que buscou encarar a personagem como uma oportunidade de provocar debates sociais dentro da trama: “Não sei se a gente vai conseguir relatar tudo, mas eu estou fazendo esse laboratório porque eu acho que a gente tem uma responsabilidade social quando a gente interpreta um personagem em pode trazer alguns debates.”

A atriz ainda comentou o intervalo entre trabalhos e afirmou que o período foi importante para iniciar uma nova construção dramática: “Foi bom pra mim ter esse tempo entre uma novela e outra, pra poder exorcizar um personagem e mergulhar nessa personagem que tem muita história e muita profundidade dramática.”

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