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ENTRETENIMENTO

Leandra Leal detona fala de Juliano Cazarré na TV e exige checagem: “Fake news”

Por Portal Leo Dias 14/05/2026 11:34
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A polêmica declaração de Juliano Cazarré no programa “GloboNews Debate” continua rendendo desdobramentos. Após o ator afirmar, ao vivo, que mais homens são mortos por mulheres do que o inverso, a atriz Leandra Leal usou suas redes sociais para expressar profunda indignação.

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Em um desabafo, ela não apenas rebateu a fala do colega de profissão, como também fez uma cobrança direta às emissoras de televisão: a necessidade urgente de checagem de fatos em tempo real. Para a artista, o grande perigo de programas de debate é permitir que convidados usem dados distorcidos para validar opiniões pessoais sem serem corrigidos de imediato.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Leandra LealCrédito: Reprodução Instagram Juliano Cazarré na GloboNewsCrédito: Reprodução GloboNews Juliano Cazarré no “GloboNews Debate”Crédito: Reprodução GloboNews

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“O jornalismo não pode permitir que sejam apresentados dados que não são reais. É muito perigoso quando um dado distorcido é colocado dentro de um programa de TV e depois ele é replicado, amplificado pela internet, ganhando uma roupagem de verdade”, alertou a atriz, frisando que “uma mentira repetida mil vezes não vai virar a verdade”.

Para desmontar a desinformação, a artista fez questão de compartilhar uma análise detalhada baseada no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, publicada pela jornalista Carol Pires. Os números oficiais mostram uma realidade bem diferente da citada por Cazarré.

Dados mostram um cenário assustador
No Brasil, homens são os principais assassinos de mulheres (93% dos casos). Quando se analisa o total geral de mortes por qualquer motivo, 3.230 mulheres foram mortas por homens, contra 1.780 homens mortos por mulheres. O dossiê compartilhado por Leandra explica o “truque estatístico” usado por grupos masculinistas para confundir a população.

Eles pegam o número total de homens mortos por mulheres (por qualquer motivação) e comparam apenas com os casos registrados oficialmente como feminicídio (que são os crimes de ódio pela condição de gênero, contabilizando 1.568 vítimas em 2025).

A postagem classifica a manobra como “comparar uma laranja inteira com apenas um gomo”, mascarando a verdadeira epidemia de violência contra a mulher. Além disso, os dados ressaltam um ponto fundamental sobre os casos em que mulheres tiram a vida de seus parceiros. A esmagadora maioria não mata por dominação ou ódio, mas sim para sobreviver, em legítima defesa, após anos sofrendo agressões e violência doméstica. A fala de Cazarré que gerou toda a revolta ocorreu enquanto ele tentava argumentar que a violência no Brasil atinge a todos de forma igualitária.

O artista citou que 2.500 homens teriam sido mortos por parceiras em comparação a 1.500 mulheres. Na própria ocasião, a âncora Julia Duailibi interveio, lembrando que a violência “não mata democraticamente”, enquanto a psicanalista Vera Iaconelli e o consultor Ismael dos Anjos já haviam demonstrado estranheza com os números irreais.

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