Maior artilheiro do Uruguai, Suárez deve ficar fora da Copa pela 1ª vez desde 2006
Pela primeira vez em quase duas décadas, o nome de Luis Suárez não estará ligado a uma Copa do Mundo com a camisa do Uruguai. Maior artilheiro da história da Celeste, o atacante ficou fora da pré-lista enviada pela seleção uruguaia à Fifa para o Mundial deste ano, segundo informou o jornalista Rodrigo Vázquez, da rádio Sport 890.
A ausência marca o fim de uma sequência iniciada em 2010. Desde então, Suárez participou das Copas disputadas na África do Sul, Brasil, Rússia e Catar, tornando-se um dos principais rostos da geração mais vitoriosa do futebol uruguaio neste século.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Luis Suarez pela seleção uruguaia (Reprodução) Luis Suárez foi bastante homenageado em sua despedida da seleção uruguaia (Reprodução) Luis Suárez foi bastante homenageado em sua despedida da seleção uruguaia (Reprodução)
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O cenário chama atenção principalmente porque, dias antes, o próprio atacante havia reaberto publicamente a possibilidade de voltar à seleção, mesmo após anunciar aposentadoria internacional em setembro de 2024.
“Jamais diria não à seleção se ela precisar de mim, ainda mais perto de uma Copa do Mundo”, afirmou. A declaração, porém, não alterou os planos do técnico Marcelo Bielsa. O treinador optou por não incluir o camisa 9 entre os nomes relacionados na lista larga enviada à entidade máxima do futebol.
A despedida oficial de Suárez da seleção havia acontecido durante as Eliminatórias, no empate sem gols contra o Paraguai. Na ocasião, o atacante deixou o ciclo na Celeste fazendo críticas ao ambiente interno da equipe e ao trabalho conduzido por Bielsa.
Mesmo longe da convocação, Suárez encerra sua trajetória como um dos maiores nomes da história do futebol uruguaio. Foram 69 gols em 143 partidas pela seleção, além de participações decisivas em campanhas históricas, como o quarto lugar na Copa de 2010 e o título da Copa América de 2011.
A ausência também simboliza uma mudança definitiva de geração no Uruguai. Desde a Copa da Alemanha, em 2006, Suárez esteve presente em todos os ciclos da seleção, atravessando diferentes eras e formando, ao lado de nomes como Cavani, Godín e Muslera, uma das bases mais longevas da Celeste.
Agora, com Bielsa conduzindo a renovação do elenco, o Uruguai deve disputar o Mundial sem aquele que, por anos, foi sua principal referência ofensiva.