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Monique Medeiros passa mal ao ver fotos do corpo de Henry Borel e deixa júri no Rio

Henry borel

Foto: Reprodução/TV Globo

Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel e uma das rés no julgamento pela morte da criança, passou mal durante a sessão do Tribunal do Júri realizada nesta sexta-feira (29), no Rio de Janeiro. O episódio ocorreu enquanto eram exibidas imagens do corpo de Henry durante o depoimento de um médico legista que atuou no caso.

Segundo informações do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Monique precisou receber atendimento médico após se sentir mal ao acompanhar a apresentação das fotografias e dos detalhes das lesões sofridas pelo filho. Apesar da situação, o julgamento não foi interrompido.

A defesa solicitou o atendimento de uma equipe de saúde, que prestou assistência à acusada ainda dentro do fórum. Após avaliação médica, Monique foi dispensada de acompanhar o restante da sessão e deverá retornar ao plenário neste sábado (30), quando o julgamento prossegue.

Médico reforça tese de homicídio

Durante o depoimento, o médico legista aposentado Luiz Carlos Leal Prestes contestou uma das principais teses apresentadas pela defesa de Jairinho. Segundo o perito, não existe relação entre as manobras de reanimação realizadas no hospital e a grave lesão encontrada no fígado de Henry.

De acordo com o especialista, as evidências apontam que a criança foi vítima de agressões físicas que resultaram em hemorragia interna fatal.

“Houve um homicídio por espancamento. A multiplicidade de lesões encontradas em diferentes partes do corpo demonstra que a criança foi agredida”, afirmou o perito durante o julgamento.

O médico também descartou a possibilidade de que os ferimentos tenham sido provocados por um acidente doméstico. Segundo ele, Henry apresentava 17 lesões externas, incluindo ferimentos na cabeça, compatíveis com agressões sucessivas.

Defesa mantém versão

A defesa do ex-vereador Dr. Jairinho segue sustentando que ele não agrediu a criança e que algumas das lesões teriam sido provocadas durante os procedimentos médicos realizados na tentativa de salvar a vida de Henry.

No entanto, o médico legista reforçou que a lesão hepática ocorreu quando a criança ainda estava viva e que não poderia ter sido causada pelas manobras de ressuscitação.

Julgamento deve durar vários dias

O Tribunal do Júri ainda está longe de uma conclusão. Até o momento, apenas parte das testemunhas previstas foi ouvida. Entre os próximos depoimentos aguardados está o de Leniel Borel, pai de Henry, além das testemunhas de defesa indicadas pelos réus.

Após essa fase, Monique Medeiros e Jairinho serão interrogados antes dos debates finais entre acusação e defesa.

A expectativa dos participantes do processo é de que o julgamento se estenda por pelo menos mais uma semana até que o Conselho de Sentença anuncie o veredicto.

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