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Motociclista que perdeu a perna após acidente no Acre enfrenta dificuldades financeiras: “Situação muito difícil”

Motociclista acidentado enfrenta dificuldade financeira

Foto: Arquivo Pessoal

O motociclista Gelcivan Batista Barbosa, de 34 anos, vive uma rotina de dificuldades após perder a perna esquerda em um grave acidente de trânsito ocorrido no dia 19 de abril, no Centro de Brasiléia, interior do Acre.

Além da amputação, Gelcivan também sofreu fratura em um dos braços e ainda enfrenta complicações durante o processo de recuperação. O acidente aconteceu quando ele e o amigo Expedito de Oliveira Valdelino, de 22 anos, foram atingidos frontalmente por um carro que, segundo a Polícia Militar, invadiu a contramão.

Após a colisão, Gelcivan precisou ser transferido em estado grave para Rio Branco em uma aeronave do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer). Ele ficou internado durante 17 dias e passou por quatro cirurgias.

“Minha saúde está bem, na medida do possível. Contudo, ainda estou com uma necrose no braço, que precisa sarar antes do outro retorno para Rio Branco. Os médicos disseram que vão avaliar qual procedimento será feito: cirurgia, enxerto ou colocação de platina no braço quebrado”, relatou.

Segundo ele, ainda em Brasiléia, chegou a sofrer uma convulsão e uma parada cardíaca antes da transferência para a capital acreana.

“Fiquei muito abalado, pois a gente nunca espera que isso aconteça com a gente”, desabafou.

Antes do acidente, Gelcivan trabalhava como padeiro e era o principal responsável pela renda da família. Agora, impossibilitado de trabalhar, depende da ajuda de amigos, familiares e rifas para sobreviver.

A esposa também precisou deixar o emprego para cuidar dele e das crianças.

“Minha esposa ficou desempregada para cuidar de mim. Estamos dependendo de rifas e ajuda de amigos e familiares. É uma situação muito difícil porque preciso de ajuda para me locomover, tomar banho, vestir roupa e até para ficar em pé”, contou.

Gelcivan é pai de três filhos e afirma que as contas começaram a se acumular desde que recebeu alta médica.

“Hoje, o que tem nos ajudado são as rifas. Tenho filhos, pago pensão e ainda não sei como vai ficar nossa situação até eu conseguir usar uma prótese”, disse.

O motociclista revelou ainda que tentou buscar auxílio financeiro por meio do DPVAT e do INSS, mas encontrou dificuldades.

“No DPVAT fomos informados que não existe mais. Já no INSS disseram que o pedido provavelmente seria negado”, afirmou.

Segundo orientação médica, ele só poderá iniciar o uso de prótese entre seis e oito meses após a amputação. Até lá, seguirá realizando tratamento em casa e retornando periodicamente para consultas em Rio Branco.

“Está sendo feito curativo e tomando medicamentos. Depois vamos ver a questão da fisioterapia”, explicou.

Apesar das sequelas e da situação delicada, Gelcivan afirma que se considera um milagre.

Na chegada a Epitaciolândia após a alta hospitalar, ele foi recebido por amigos, familiares e vizinhos com homenagens, música e balões.

O acidente aconteceu quando Gelcivan pilotava a motocicleta acompanhado do amigo Expedito, que sofreu apenas ferimentos leves e uma fratura no pé.

Conforme a Polícia Militar, o motorista do carro fugiu sem prestar socorro após a colisão. O veículo foi encontrado abandonado nas proximidades do local do acidente.

Segundo Gelcivan, cerca de uma semana após o ocorrido, o condutor entrou em contato com sua esposa e enviou uma ajuda financeira inicial.

“Ele entrou em contato, mandou um dinheiro e disse que iria ajudar no que fosse preciso”, relatou.

O caso segue registrado junto às autoridades policiais.

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