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MPAC denuncia influenciadores por jogos de azar e lavagem de dinheiro no Acre

Por Camila Souza 19/05/2026 17:35
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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) apresentou denúncias criminais contra influenciadores digitais investigados por suposto envolvimento com divulgação de cassinos online ilegais, rifas digitais irregulares e lavagem de dinheiro. Segundo o órgão, MPAC denuncia influenciadores no Acre após investigações apontarem movimentações milionárias ligadas às atividades.

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As denúncias foram oferecidas pela 15ª Promotoria de Justiça Criminal e tratam de crimes como promoção de jogos de azar, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Um dos casos envolve a divulgação de plataformas de cassino online, enquanto o outro se refere à movimentação financeira ligada à exploração irregular de rifas virtuais.

De acordo com as investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Fazendários da Polícia Civil do Acre, os investigados utilizavam perfis nas redes sociais para divulgar plataformas de apostas e sorteios amplamente promovidos na internet.

No caso relacionado aos cassinos online, o MPAC aponta que os influenciadores recebiam pagamentos fixos e comissões baseadas na quantidade de acessos ou cadastros gerados por meio de links promocionais compartilhados com seguidores.

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Ainda segundo a investigação, os usuários eram direcionados para plataformas hospedadas, em grande parte, em servidores no exterior e sem autorização legal para operar no Brasil.

Um dos pontos que chamou atenção foi a movimentação financeira atribuída a uma das denunciadas, que teria recebido cerca de R$ 5 milhões vinculados à divulgação dessas plataformas.

Já na investigação envolvendo rifas digitais, o Ministério Público aponta indícios de lavagem de dinheiro relacionados aos valores arrecadados. Conforme a denúncia, a atividade teria movimentado mais de R$ 500 mil com a venda massiva de bilhetes virtuais nas redes sociais.

As apurações também identificaram casos em que a quantidade de bilhetes comercializados teria ultrapassado o total informado para sorteio.

Segundo o MPAC, os recursos obtidos nas atividades investigadas teriam sido inseridos na economia formal por meio de mecanismos de ocultação e dissimulação, o que pode caracterizar o crime de lavagem de dinheiro.

Além das denúncias, o Ministério Público informou que parte dos investigados firmou acordos de não persecução penal, medida que permitiu recuperar R$ 1.087.523,54, além da destinação de bens apreendidos.

Os valores e patrimônios recuperados foram direcionados prioritariamente para fortalecer estruturas da Polícia Civil, do Ministério Público e órgãos de inteligência e apoio técnico no Acre.

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