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ENTRETENIMENTO

Opinião: The Weeknd é a grande unanimidade do pop e o showman da geração

Por Portal Leo Dias 01/05/2026 20:34
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The Weeknd é um daqueles artistas que não faz muita cerimônia quando vem ao Brasil. Não é de ficar turistando, muito menos fazer papagaiada em porta de hotel com os fãs. Porém, sempre que o astro canadense traz sua turnê para cá, ele faz o que faz de melhor: um show completo e arrebatador.

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Em uma noite fria, chuviscando, em São Paulo, o cantor desfilou o vozeirão e a tonelada de hits que ele ostenta em sua aclamada e excelente discografia. Apesar do “Hurry Up, Tomorrow” não ter chegado nos números do “After Hours”, o público de 62 mil pessoas no Morumbis cantou todas as canções e dançou do começo ao fim.

Veja as fotosAbrir em tela cheia The WeekndCrédito: Webert Belicio – AgNews The WeekndCrédito: Webert Belicio – AgNews The Weeknd no Rio de JaneiroCrédito: Webert Belicio – AgNews The WeekndCrédito: Webert Belicio – AgNews The WeekndReprodução

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No ato de abertura, The Weeknd aposta em uma trinca de boas músicas do disco mais recente, com “Baptized By Fear”, “Open Hearts” e “Wake Me Up”, o que já aqueceu o público para a as pedradas pop de melhor nível como “After Hours”, “Starboy” e “Heartless”.

Em um setlist com 40 músicas, Abel Tesfaye faz uma sequência frenética que não para nunca. Sem trocas de roupas eternas, interlúdios instrumentais manjados ou falatório desnecessário. Apesar das poucas palavras, o canadense demonstrou, várias vezes, estar muito feliz por se apresentar para a multidão paulistana, que cantou todas as letras a plenos pulmões.

Esta turnê, a “After Hours Til Dawn”, não inova e faz um show muito parecido desde a sua vinda para cá em 2023, que teve direito a um show especial em 2024, também no Morumbis. Até mesmo a boneca gigante Sorayama aparece no palco, apesar de ela estar pintada de ouro para 2026.

Embora pareça repetitivo, o espetáculo é tão bom e grandioso que se poderia assistir todo dia que nunca enjoaria. Cada performance se torna única pela sinergia do artista com o público, além da qualidade de execução.

O perfeccionismo é tanto que as canções de The Weeknd ao vivo soam muito parecidas com as versões do estúdio. O que também pode gerar uma leve crítica, da necessidade de incluir arranjos diferentes, talvez mais orgânicos. Isso, porém, só incomoda aqueles que são amargurados e desaprenderam a curtir música pop.

O ponto alto do show é o bloco final, quando vem um hit atemporal atrás do outro. Para o show de 30 de abril, o destaque foi “One Of The Girls”, parceria com Jennie, do Blackpink. A canção rendeu um verso a mais apenas para os brasileiros cantarem tudo. Até mesmo Abel se surpreendeu com o coro surreal. E merecido, visto que a canção é ótima.

“Save Your Tears”, “Less Than Zero” e “Blinding Lights” foram a catarse perfeita para amarrar todo o espetáculo, que finalizou com “Moth to a Flame”.

Um show de The Weeknd se mostrou como aquelas experiências que você precisa testemunhar ao menos uma vez na vida. Assim como visitar Machu Picchu ou o Ano Novo em Copacabana. A presença de palco e o carisma já valem o ingresso, quem dirá com a seleção de músicas. Abel Tesfaye é o showman da geração, e ele não precisa provar isso para ninguém a essa altura do campeonato. Enquanto muitos artistas relatam problemas estruturais ou financeiros para trazer suas turnês para o Brasil, o canadense sempre faz questão de incluir o Brasil na rota, e trazer absolutamente tudo.

Agradando a todos, a apresentação é uma verdadeira unanimidade. Todos saem felizes, alto astral. Música de qualidade e de fácil apreensão. Isso é para poucos.

Nota: 10/10

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