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Padrasto de adolescente envolvido em ataque no Instituto São José nega ameaças e diz estar “destruído”

Por Cris Menezes 09/05/2026 09:34
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Em entrevista concedida ao jornalismo da TV5 nesta sexta-feira (8), o advogado Ruan de Mesquita Amorim, padrasto do adolescente de 13 anos apontado como autor do ataque ocorrido no Instituto São José, afirmou estar emocionalmente abalado e negou ter feito ameaças à coordenação da escola antes da tragédia registrada na última terça-feira (5), em Rio Branco.

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Durante a entrevista, Ruan declarou que nunca entrou nas dependências da unidade escolar e rebateu informações que circulavam sobre supostas ameaças direcionadas a integrantes da instituição.

“Eu nunca adentrei naquele estabelecimento, eu nunca ultrapassei os limites daquele muro, daquele colégio. Estou em estado de choque mais uma vez. Se vocês buscarem os registros das câmeras de segurança, vão ver que eu nunca entrei naquele local”, afirmou.

O advogado também argumentou que não possuía legitimidade para tratar de assuntos escolares envolvendo o adolescente, já que não é o pai biológico do jovem.

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“Eu não sou parte legítima para ter essa ação. Eu não posso chegar na escola e reclamar de um filho que não é meu. Qual a lógica que eu teria de chegar e ameaçar a coordenadora? Isso é irracional”, declarou.

Segundo Ruan, o adolescente apresentava comportamento tranquilo dentro de casa e nunca demonstrou sinais de sofrimento emocional ou agressividade. Ele afirmou ainda que desconhecia qualquer situação de bullying envolvendo o enteado.

“Ele era uma pessoa obediente, tranquila, não apresentava nenhum tipo de sinal de sofrimento. Nunca reclamou da escola, nunca falou sobre bullying ou qualquer outro problema. A gente não tinha como agir porque não tinha conhecimento de nenhuma situação”, disse.

O advogado confirmou que a pistola calibre .380 utilizada no ataque era registrada legalmente em seu nome e relatou que a arma permanecia guardada em um quarto trancado.

“Estava no meu quarto, com o quarto trancado. Religiosamente trancado todas as vezes que saíamos de casa. Até hoje eu não sei como ele teve acesso à arma”, explicou.

Ruan contou ainda que, ao receber as primeiras informações sobre o ataque, correu até o colégio acreditando inicialmente que o adolescente pudesse estar entre as vítimas.

“Quando fui me aproximando, vi a movimentação e soube que tinha ocorrido um ataque. Ainda assim, não acreditava que tivesse sido ele. Imaginei que ele fosse vítima. Fui desesperado buscar informações”, relatou.

Segundo ele, desde os primeiros momentos colaborou com as investigações e autorizou espontaneamente a entrada da polícia em sua residência.

“Eu não tinha o que esconder. Fiz questão de abrir minha casa para a polícia. O quarto estava trancado exatamente como eu havia deixado”, afirmou.

Ao final da entrevista, o advogado disse acompanhar o caso à disposição da Justiça e manifestou solidariedade às famílias das vítimas fatais do ataque.

“Eu sei que o sofrimento maior é das famílias que perderam seus entes queridos, mas eu também estou sofrendo. Queria ter o poder de ter feito alguma coisa para evitar isso. Nada justifica o que aconteceu”, declarou.

Ele encerrou pedindo fé e força às famílias atingidas pela tragédia.

“É uma tragédia que fugiu do controle de todos. Peço que as famílias se apeguem com Deus e tenham fé. Todos estão sofrendo com isso”, concluiu.

https://youtu.be/ictjGOE95hE?si=_2af1M1_lEB190ZK

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