A Polícia Civil de Cruzeiro do Sul prendeu Kerlon Pereira da Silva e uma mulher identificada pelas iniciais L.S., acusados de envolvimento na morte de Antônio Evadson da Silva Nascimento, desaparecido desde a última terça-feira (26).
O caso está sendo investigado pelo Núcleo Especializado em Investigação Criminal (NEIC), que continua realizando buscas para localizar o corpo da vítima.
De acordo com o delegado Heverton Carvalho, Antônio Evadson teria sido “julgado” e condenado à morte pelo chamado “Tribunal do Crime” de uma organização criminosa após ser acusado de filmar uma mulher tomando banho.
Segundo as investigações, inicialmente a vítima receberia apenas uma “disciplina” aplicada pela facção criminosa. No entanto, outro vídeo encontrado no celular do homem teria motivado a decisão pela execução.
Ainda conforme o delegado, Kerlon Pereira foi um dos responsáveis por retirar a vítima de casa e conduzi-la até o local onde ocorreu o crime.
“A partir dessa notícia de desaparecimento, começaram as buscas, primeiro para localizar esse jovem e esclarecer o fato. No decorrer das investigações, concluímos que ele foi capturado por membros de organização criminosa, sequestrado e submetido ao Tribunal do Crime, onde teve sua vida ceifada”, afirmou Heverton Carvalho.
A Polícia Civil informou que as buscas continuam para localizar o corpo da vítima e identificar outros envolvidos no caso.
Segundo o delegado, a mulher investigada inicialmente procurou integrantes da facção alegando que queria apenas apagar os vídeos feitos pela vítima. No entanto, ela acabou sendo presa em flagrante pelos crimes de homicídio, participação em organização criminosa e sequestro.
“Ela estava em posição de vítima, porque estava sofrendo uma violência, mas agora passa a responder criminalmente. Quando uma pessoa procura membros de organização criminosa para resolver qualquer situação, assume o risco do que pode acontecer”, destacou.
As investigações apontam ainda que houve participação de outras pessoas por meio de videochamadas que ajudaram na identificação da vítima antes da execução.
O delegado reforçou o alerta para que a população procure as autoridades competentes em casos de crimes ou ameaças, evitando recorrer a facções criminosas.
“A Polícia Civil não vai medir esforços para identificar todos os envolvidos. Fica o alerta para que os cidadãos procurem a delegacia e os órgãos competentes, porque buscar organizações criminosas para resolver problemas pode culminar em tragédias como essa”, concluiu.

