A atuação rápida e preventiva da Polícia Civil do Acre (PCAC) resultou, nesta quarta-feira (3), na apreensão em flagrante de um adolescente suspeito de ameaçar a comunidade escolar no município de Rodrigues Alves, no interior do Acre.
De acordo com informações da Polícia Civil, o jovem já possuía histórico infracional. No início deste ano, ele havia sido flagrado com mais de 4 quilos de entorpecentes, fato que já o colocava sob acompanhamento das autoridades.
Após tomarem conhecimento das ameaças, os policiais iniciaram imediatamente as investigações e realizaram diligências para apurar a situação. Havia relatos de que o adolescente estaria portando uma arma de fogo dentro da instituição de ensino, o que aumentou a preocupação entre alunos, professores e familiares.
Durante as buscas realizadas pelos agentes, nenhuma arma foi encontrada. No entanto, ao ser confrontado pelos policiais, com apoio da gestão escolar, o menor negou ser o autor das mensagens ameaçadoras. Apesar disso, admitiu que a folha utilizada para a confecção do material encontrado pertencia ao seu caderno pessoal.
Diante dos elementos reunidos durante a investigação, o adolescente foi autuado em flagrante por ato infracional e, ainda na mesma noite, foi transferido para o Instituto Socioeducativo (ISE) de Cruzeiro do Sul.
A medida ocorreu após intervenção do Ministério Público do Acre (MPAC), que solicitou sua internação para garantir a segurança da comunidade e a continuidade das investigações.
Segundo a Polícia Civil, este não foi um caso isolado na região. Na semana anterior, outra ocorrência semelhante foi registrada na Escola Francisco Braga. Na ocasião, um Boletim de Ocorrência Circunstanciado foi lavrado por incitação ao crime contra outro adolescente que teria declarado que “não podia mais matar ninguém na escola”.
O caso também segue sob análise do Ministério Público.
A Polícia Civil reforçou que continuará atuando de forma preventiva e rigorosa diante de qualquer ameaça que coloque em risco a segurança de estudantes, professores e servidores da rede de ensino, destacando a importância da colaboração da população na denúncia de situações suspeitas.
As investigações seguem em andamento para esclarecer todos os detalhes dos fatos e garantir a tranquilidade da comunidade escolar.
Por: Samoel Andrade.

