O Grupo Especial de Operações em Fronteira (GEFRON) registrou um crescimento expressivo no combate ao tráfico de drogas nos cinco primeiros meses de 2026. De janeiro a maio, foram apreendidos 1.688,41 quilos de entorpecentes, um aumento de 486% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram retirados de circulação 288,024 quilos de drogas.
Os resultados também refletem o impacto financeiro causado às organizações criminosas. A descapitalização das facções ultrapassou R$ 18 milhões, valor mais de três vezes superior aos R$ 5,7 milhões registrados no mesmo período do ano passado.
O balanço aponta ainda avanços em outros indicadores. O número de prisões passou de 45 para 66, representando um crescimento de 46,67%. Já o cumprimento de mandados de prisão saltou de 1 para 18. As apreensões de armas de fogo aumentaram de 2 para 7, enquanto 22 veículos foram apreendidos durante as operações.
Outro destaque foi a ampliação da atuação do GEFRON em municípios de difícil acesso, como Jordão e Santa Rosa do Purus, além do reforço do patrulhamento fluvial na região do Juruá, fortalecendo a presença das forças de segurança em áreas estratégicas da fronteira acreana.
O coordenador-geral do GEFRON, coronel Assis dos Santos, destacou que os resultados demonstram o fortalecimento das ações integradas no enfrentamento aos crimes transfronteiriços.
“Atuando de forma integrada com órgãos estaduais, federais e internacionais, o GEFRON intensificou ações de monitoramento de rotas utilizadas por organizações criminosas, fiscalização em áreas de fronteira, patrulhamento terrestre e fluvial, além do emprego de drones e outras tecnologias de vigilância. Além das ações repressivas, ampliamos atividades preventivas em comunidades de fronteira, desenvolvemos a cartilha educativa ‘Guardiões da Fronteira’ e fortalecemos projetos voltados à proteção de povos indígenas e ao combate ao recrutamento de jovens por facções criminosas”, afirmou.
Os números reforçam a estratégia adotada pelo governo do Estado para intensificar o combate ao tráfico de drogas e outros crimes na faixa de fronteira, aliando operações integradas, investimentos em tecnologia e ações preventivas junto às comunidades mais vulneráveis.
Por: Samoel Andrade.

