O ataque sofrido por um apresentador da Globo após ser mordido por um pitbull durante um passeio reacendeu uma discussão importante sobre posse responsável e segurança no convívio entre pessoas e animais.
Para o ativista da causa animal Julinho Casares, casos como esse evidenciam um problema recorrente: os animais acabam sendo apontados como culpados, enquanto a verdadeira responsabilidade muitas vezes está na conduta humana.
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“Mais uma vez vemos um cachorro sendo colocado como o vilão da história. Mas é preciso lembrar que quem decide sair sem guia, quem deixa de tomar os cuidados necessários e quem é responsável pelo manejo do animal é o ser humano. No final, o cachorro acaba pagando pela irresponsabilidade das pessoas”, afirma Julinho.
O ativista destaca que o uso de guia durante os passeios é uma medida básica de segurança, independentemente da raça do cão. Além disso, animais de grande porte ou que necessitam de maior controle devem receber treinamento adequado e acompanhamento responsável por parte dos tutores.
Segundo Julinho, episódios como esse também reforçam a importância de combater a ideia de que determinadas raças são naturalmente agressivas: “Todo acidente precisa ser analisado dentro do contexto. Na maioria das vezes, o que existe por trás é falha de manejo, falta de controle e negligência humana. O animal age de acordo com os estímulos, a educação e os cuidados que recebe”.
O caso serve de alerta para que tutores compreendam que a posse responsável vai muito além de oferecer alimentação e abrigo. Ela inclui segurança, prevenção e respeito às normas que garantem a convivência harmoniosa entre animais e sociedade.

