Direto da Times Square, em Nova York, o repórter Giovanne Menezes, do LeoDias Esportes, encontrou brasileiros que transformaram a Copa do Mundo em um projeto de vida e, diante das câmeras, revelaram do que precisaram abrir mão para estar nos Estados Unidos acompanhando a Seleção. Entre sonhos e contas futuras, as respostas revelam um padrão comum entre os torcedores para conseguirem estar presentes em um dos maiores eventos esportivos do planeta.
“Parcelamos a vida”
O casal Júnior e Laure resumiu a decisão de forma direta ao ser questionado sobre como conseguiu viajar para acompanhar a Seleção Brasileira: “Parcelamos a vida lá. Está parcelada lá! Quando a gente chegar, está lá penhorada e a gente busca ela”, disse Júnior.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Neymar JrReprodução / Instagram CBF Companheiros na Seleção Brasileira, Vini Jr. e Paquetá foram lançados no profissional do Flamengo juntos e podem reeditar parceria.Reprodução/CBF Seleção Brasileira encarou o Egito no último amistoso antes da Copa do Mundo de 2026Foto: Rafael Ribeiro/CBF
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A fala expõe a lógica de comprometer o orçamento no Brasil para viabilizar a presença no Mundial. Laure completou o relato ao revelar uma decisão ainda mais concreta dentro do planejamento da viagem: “A gente vendeu o carro pra gente passar esse tempo aqui. Vamos aproveitar! Depois a gente trabalha e conquista tudo de novo”.
Questionados sobre o valor obtido com a venda, o casal afirmou que o veículo foi negociado por cerca de R$ 60 mil. Em tom de espontaneidade, Junior ainda brincou com a situação financeira após o investimento na viagem: “E já foi quase tudo, tem quase mais nada”.
Laure resumiu o sentimento entre risos: “Rir para não chorar”. Apesar do impacto financeiro, o casal afirmou estar vivendo uma experiência considerada única.
Decisões impulsivas e aposta no hexa
O mesmo padrão se repetiu entre outros torcedores ouvidos em Nova York. Dois amigos relataram que também tomaram decisões rápidas para conseguir acompanhar o Brasil no torneio. Segundo eles, a viagem surgiu de forma inesperada, envolvendo a venda de um carro e parcelamentos feitos sem um planejamento de longo prazo. O objetivo, segundo o relato, era simples: estar presente na Copa e acompanhar de perto a busca pelo hexacampeonato.
“Até a casa eu venderia”
Entre os entrevistados, uma torcedora reforçou o nível de envolvimento emocional com a competição ao falar sobre até onde iria para não perder o Mundial. Segundo ela, caso fosse necessário, a decisão poderia ir além de veículos ou dívidas temporárias: “Se precisasse até venderia a casa para estar ali”.

