A DC finalmente tomou coragem para ousar e sair da zona de conforto com seu mais novo filme que chega aos cinemas do Brasil nesta quinta-feira (25/6). Sob a direção de Craig Gillespie e marcando o segundo grande passo do universo cinematográfico reformulado por James Gunn, o aguardado “Supergirl” tem uma missão ingrata: provar que Kara Zor-El tem luz própria e não é apenas um adendo na história do primo, o Superman.
O resultado? Uma ficção científica visceral que acerta em cheio no coração da história, mas que acaba tropeçando nas próprias pernas quando o assunto é o desenvolvimento do enredo. Se você esperava aquela heroína perfeitinha, inabalável e sempre com um sorriso no rosto, pode esquecer.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Cena de “Supergirl”Crédito: Reprodução YouTube Cena “Supergirl”Crédito: Reprodução YouTube Cena de “Supergirl”Crédito: Reprodução YouTube Cena de “Supergirl”Crédito: Reprodução YouTube Cena de “Supergirl”Crédito: Reprodução YouTube Cena de “Supergirl”Crédito: Reprodução YouTube Cena de “Supergirl”Crédito: Reprodução YouTube Cena de “Supergirl”Crédito: Reprodução YouTube Cena de “Supergirl”Crédito: Reprodução YouTube Cena de “Supergirl”Crédito: Reprodução YouTube Cena de “Supergirl”Crédito: Reprodução YouTube
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A estrela que despontou em “A Casa do Dragão” simplesmente engole a câmera e entrega uma Kara Zor-El quebrada, impulsiva e deliciosamente caótica. Definitivamente é possível bater o martelo e confirmar: Milly Alcock é a alma da produção. Ela transforma o luto pela destruição de Krypton em um mix fascinante de fúria e vulnerabilidade, provando que mocinhas de blockbusters podem (e devem) ser complexas e cheias de falhas. A atriz carrega o peso do icônico uniforme com uma naturalidade absurda, fugindo totalmente da sombra de Clark Kent.
O caos magnético de Jason Momoa como Lobo
Se Milly garante a carga dramática, Jason Momoa é o responsável por elevar a diversão à máxima potência e empolga qualquer um com suas aparições. O ex-Aquaman abraçou a loucura e parece ter nascido para interpretar o mercenário intergaláctico Lobo, e claramente se diverte em cena.
Com um carisma que transborda na tela, o astro rouba todas as cenas em que surge. O personagem é a dose perfeita de anti-herói inconsequente, deixando o público sedento por mais tempo de tela, uma jogada esperta da DC para garantir o interesse em projetos futuros.
Visualmente, “Supergirl” dá um banho em muita produção pasteurizada do gênero. Bebendo na fonte das HQs “A Mulher do Amanhã”, o filme foge da cartilha de super-heróis e se assume como um longa espacial. Com cenários áridos e uma pegada mais suja, a estética cruza referências pesadas de “Mad Max: Estrada da Fúria”, criando um universo que parece vivo e palpável.
Porém, nem tudo são flores nessa jornada interplanetária. A maior pedra no sapato da produção atende pelo nome de Matthias Schoenaerts. O vilão principal é genérico, esquecível e não tem força suficiente para bater de frente com a presença magnética da protagonista.
Para piorar, o roteiro demora a engatar e sofre com um ritmo inconstante. Em vários momentos, fica nítido que o estúdio estava mais preocupado em pavimentar as bases do novo DCU do que em entregar uma narrativa redonda e bem amarrada.
O filme não é uma aventura de origem tradicional e sofre com problemas crônicos de roteiro e antagonismo, mas é um respiro necessário em um gênero saturado. O filme prefere debater trauma e pertencimento a focar apenas em explosões genéricas em CGI.
Enquanto isso, o texto capenga, a dupla formada por Milly Alcock e Jason Momoa e o bom entretenimento fazem o preço do ingresso valer cada centavo.
Nota: 7/10

