O Acre enfrenta uma escalada estatística preocupante no setor de segurança e assistência social. De acordo com os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), vinculados ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, o estado registrou 158 desaparecimentos entre janeiro e abril de 2026. O montante representa um salto de 37,39% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando 115 ocorrências haviam sido contabilizadas.
Na prática, o indicador revela que 43 pessoas a mais sumiram no estado em apenas 120 dias, fixando uma média alarmante de praticamente um desaparecimento por dia em solo acreano. O crescimento abrupto quebra a linha de estabilidade que o indicador vinha apresentando ao longo de 2025 e força os órgãos de proteção e investigação a reverem as dinâmicas de buscas e monitoramento de fronteiras e perímetros urbanos.
Abril lidera estatísticas
O comportamento dos índices ao longo do primeiro quadrimestre do ano mostrou uma curva ascendente. O mês de abril despontou como o período mais crítico até o momento, alcançando o pico de 46 desaparecimentos oficiais — um aumento isolado de 43,75% em relação aos 32 casos computados no mesmo mês do ano anterior.
A contabilidade oficial do Sinesp detalha o avanço mês a mês em 2026:
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Janeiro: 33 casos
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Fevereiro: 43 casos
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Março: 36 casos
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Abril: 46 casos
Perfil: Homens e adultos são maioria
O mapeamento demográfico das vítimas desenhado pelo Ministério da Justiça indica uma forte predominância do público masculino e de pessoas em idade produtiva. Do total de 158 registros colhidos pelas delegacias do estado, 95 casos envolvem homens (60,1% da amostragem) e 51 são relativos a mulheres (32,3%). Apesar da menor porcentagem absoluta, o desaparecimento de mulheres foi o que registrou o maior crescimento proporcional, saltando 41,7% na comparação anual.
No quesito faixa etária, a concentração está na população maior de idade. Os adultos somam 107 registros (cerca de 68% do total de notificações), enquanto as crianças e adolescentes entre 0 e 17 anos respondem por 41 ocorrências (aproximadamente 26% dos casos monitorados). Os números mantêm as autoridades em alerta para os impactos sociais e econômicos dessas ausências nas comunidades locais.
Por: Victor Bastos

