O governo federal lançou nesta segunda-feira (29) uma nova fase do programa Desenrola com ampliação das regras de crédito voltadas principalmente para trabalhadores informais e beneficiários do Fies.
A medida faz parte da expansão do Desenrola 2.0 e busca atender pessoas que já estão em dia com suas obrigações financeiras, mas ainda enfrentam juros elevados no sistema bancário.
O anúncio foi feito no Palácio do Planalto com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da equipe econômica.
Segundo o Ministério da Fazenda, a expectativa é alcançar cerca de 500 mil trabalhadores informais e aproximadamente 100 mil beneficiários do Fies que atuam como empreendedores ou buscam iniciar atividades profissionais.
O foco da iniciativa são trabalhadores sem carteira assinada, que não têm acesso a linhas como consignado do INSS ou do setor público e acabam recorrendo a empréstimos pessoais com juros mais altos.
As novas regras permitem refinanciamento de dívidas já existentes e também a liberação de crédito adicional de até 50% do saldo devedor.
Entre as condições estão juros limitados a 1,99% ao mês, prazo ajustado ao contrato original com possibilidade de extensão e redução no valor das parcelas em relação ao financiamento atual.
As operações começam pelas instituições públicas, principalmente na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil, enquanto bancos privados ainda avaliam adesão ao programa.
O governo informou que trabalhadores CLT, aposentados e servidores públicos não fazem parte desta etapa.
Outro ponto da medida é a exigência de contrapartida, que prevê bloqueio de CPF em plataformas de apostas por seis meses para quem aderir ao programa.
No caso do Fies Empreendedor, a linha de crédito é voltada para pessoas que estão adimplentes há pelo menos 36 meses e desejam iniciar ou expandir atividades profissionais após a formação.
Os valores podem chegar a até 80 mil reais para pessoas físicas e 180 mil reais para empresas, com prazos de até 96 meses e juros anuais de até 11%.
O governo afirma que o objetivo é reduzir o custo do crédito no país e estimular o empreendedorismo entre trabalhadores informais e jovens formados pelo Fies.
Com informações do G1.

