A um ano da realização da Copa do Mundo Feminina de 2027, o ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, afirmou que o torneio deixará um legado duradouro para o futebol brasileiro. Em entrevista exclusiva ao consórcio N Sports/SBT, concedida em Miami ao jornalista Mauro Naves, o ministro detalhou as ações do governo para a competição e destacou que o evento vai muito além das quatro linhas.
Segundo Paulo Henrique Cordeiro, a primeira Copa do Mundo Feminina realizada na América do Sul representa uma oportunidade histórica para impulsionar a modalidade no Brasil. Para ele, a competição deixará “um legado permanente para as meninas e mulheres que praticam e admiram o futebol no país”.
Durante a entrevista, o ministro explicou que o governo federal já trabalha em diferentes frentes para garantir a realização do torneio. Entre elas está a regulamentação da Lei nº 15.421, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estabelece regras sobre venda de ingressos, segurança pública, proteção de marcas e direitos comerciais relacionados ao Mundial.
Cordeiro destacou ainda que a segurança da competição contará com atuação integrada entre Polícia Federal, estados, municípios e governo federal, além da criação da Força-Tarefa Nacional de Segurança da Copa (FT-Copa), responsável por coordenar as ações durante o evento.
Outro ponto ressaltado pelo ministro foi o marco regulatório que será entregue ao presidente da FIFA, Gianni Infantino. Segundo ele, a legislação foi construída para garantir que a Copa de 2027 deixe resultados concretos também nas áreas social e econômica, fortalecendo o futebol feminino brasileiro e ampliando a participação das mulheres no esporte.
Na entrevista, Paulo Henrique Cordeiro também apresentou uma série de iniciativas que fazem parte da preparação para o Mundial. Entre elas estão a criação da Universidade Federal do Esporte, a ampliação do Programa Arena Brasil, o reajuste do Bolsa Atleta, a expansão do programa TEAtivo, voltado à inclusão de pessoas com autismo por meio do esporte, e a transformação da Lei de Incentivo ao Esporte em política pública permanente.
O ministro também lembrou que atletas da Seleção Brasileira feminina que conquistaram a medalha de bronze no Mundial de 1988, além das jogadoras que participaram da edição de 1991, receberão premiação individual de R$ 500 mil em reconhecimento ao pioneirismo na modalidade.
Como parte das ações para marcar a contagem regressiva de um ano para a Copa do Mundo Feminina, o governo anunciou ainda iluminação especial do Cristo Redentor e do Maracanã, além da inauguração de murais artísticos nas oito cidades-sede: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

