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Influenciador Marcos Brandão denuncia Energisa por deixar escola rural sem energia há anos

Escola rural sem energia há seis anos no Acre enfrenta dificuldades para alunos e professores.

Foto: Reprodução.

​O influenciador digital Marcos Brandão utilizou suas redes sociais para fazer uma denúncia contundente contra a concessionária de energia Energisa. O motivo é o completo abandono da Escola Municipal Raimunda Rosa de Souza de Magalhães, localizada no Ramal do Itaúba, quilômetro 24, que há seis anos funciona sem energia elétrica, prejudicando o aprendizado e a dignidade de alunos e professores da zona rural.

​O relato, que gerou forte indignação na comunidade local, aponta que a Secretaria de Educação já enviou todos os materiais necessários para a fiação e estrutura da escola. No entanto, a Energisa ainda não enviou técnicos ao local para realizar o serviço básico de ligação da rede.

​Atualmente, a unidade atende nove alunos da região. Em um cenário de extrema dificuldade, algumas dessas crianças chegam a caminhar cerca de 4 quilômetros a pé sob o sol forte ou o sereno da madrugada para ter acesso à sala de aula.

​”Os alunos estudam somente com a claridade que entra pela janela. Uma geladeira nova mandada pela secretaria está lá, encostada, sem nunca ter sido ligada”, criticou o influenciador, ecoando o apelo desesperado dos moradores do ramal.

​ Sede e isolamento digital

​Além do isolamento tecnológico — já que a falta de eletricidade impediu a instalação da internet na escola nesta semana —, a ausência de luz afeta as necessidades mais básicas do ser humano. Sem energia para ligar a bomba d’água (conhecida na região como “mergulhão”), a própria professora da turma precisa carregar água de fora para que as crianças tenham o que beber. Diante do calor intenso, os estudantes são obrigados a consumir água quente, já que não há como refrigerá-la.

​A denúncia cobra uma resposta imediata das autoridades competentes e da Energisa. A comunidade do Ramal do Itaúba reforça que o acesso à energia elétrica em prédios escolares não é um privilégio, mas um direito constitucional garantido por lei para o desenvolvimento de crianças e adolescentes.

​Nossa reportagem deixa o espaço aberto para o posicionamento oficial da Energisa sobre o cronograma de instalação dos serviços.

Veja:

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