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Famílias afetadas pela queda da Ponte Frei Paolino recebem apoio e acompanhamento em Sena Madureira

Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH.

As famílias afetadas pela queda da Ponte Frei Paolino Baldassari começaram a receber acompanhamento social e assistência do governo do Acre em Sena Madureira. As ações foram iniciadas nesta terça-feira (9) no Segundo Distrito do município, principalmente nas áreas consideradas de risco após o desabamento da estrutura.

O trabalho está sendo coordenado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), que realiza visitas domiciliares, levantamento socioeconômico e identificação das necessidades mais urgentes dos moradores atingidos.

As primeiras ações ocorreram no bairro Niterói, onde cerca de 16 residências foram identificadas em áreas vulneráveis. O objetivo é compreender a situação de cada família e garantir que os encaminhamentos necessários sejam feitos de forma rápida e segura.

Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH.

A governadora Mailza Assis destacou que diversas secretarias estaduais estão atuando de forma integrada para minimizar os impactos causados pela tragédia e prestar assistência às famílias afetadas.

Enquanto equipes da Assistência Social realizavam atendimentos, técnicos do Serviço de Água e Esgoto do Estado do Acre (Saneacre) trabalhavam para restabelecer o abastecimento de água em residências que tiveram os encanamentos danificados em decorrência do acidente.

Segundo o secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, João Paulo Silva, o acompanhamento às famílias seguirá pelos próximos dias, com foco na proteção social e no apoio aos moradores que enfrentam dificuldades após o desabamento.

Durante as visitas, as equipes levantam informações sobre a composição familiar, condições de moradia e necessidades básicas, dados que servirão de base para futuras ações do poder público.

O presidente da Associação de Moradores do bairro Niterói, Raimundo Nonato da Silva, ressaltou a importância da presença das equipes governamentais no local e afirmou que o momento exige união e solidariedade para apoiar quem foi diretamente atingido.

Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH.

Entre os moradores afetados está o diarista Hilário Flores Cabral, que precisou deixar a própria residência após o surgimento de fissuras no terreno onde morava com a esposa e os quatro filhos. Atualmente, a família está abrigada em um imóvel alugado.

Além dos danos materiais, a tragédia também deixou consequências emocionais. O morador Weverton da Silva, que ficou ferido durante o desabamento, recebeu atendimento psicológico e auxílio alimentar durante a visita das equipes estaduais.

Segundo ele, o trauma ainda faz parte da rotina, mas o acompanhamento psicológico representa um importante passo para recuperar a qualidade de vida e retomar as atividades profissionais.

Após a escuta inicial, Weverton será encaminhado para acompanhamento contínuo por meio da rede socioassistencial do município, com suporte do Centro de Referência de Assistência Social (Cras).

Paralelamente ao atendimento social, o governo do Estado segue atuando em conjunto com a empresa responsável pela obra da ponte e demais órgãos envolvidos para avaliar medidas que garantam a segurança dos moradores, incluindo possíveis remoções de famílias que vivem em áreas de risco e o encaminhamento para locais seguros.

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