A noite de gala do 33º Prêmio da Música Brasileira, realizada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, foi marcada por um tributo emocionante ao inesquecível Cazuza. Quem aproveitou o clima de homenagens para abrir o coração sobre o poeta do rock foi o mestre Gilberto Gil. Em entrevista à repórter Monique Arruda, do portal LeoDias, o imortal da MPB relembrou a profunda convivência com o amigo e revelou qual é a sua obra favorita.
Ao ser questionado sobre o impacto e o legado de Cazuza, Gil destacou que a herança do amigo vai muito além de suas composições geniais. Em um tom de profunda admiração e carinho, o baiano detalhou o que guardou dessa convivência intensa.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Gilberto GilCrédito: Portal LeoDias Gilberto GilCrédito: Portal LeoDias Gilberto GilCrédito: Portal LeoDias
Voltar
Próximo
Leia Também
Música
Gilberto Gil exalta a MPB: “Orgulho é um caráter criador da música brasileira”
Famosos
Gilberto Gil lembra 10 meses da morte de Preta Gil e fãs reagem: “Faz muita falta”
Famosos
Gilberto Gil toma decisão envolvendo imóvel de luxo no Rio e motivo surpreende fãs
Famosos
Gilberto Gil posta foto inédita em homenagem a Preta, 9 meses após a morte da filha
“Uma coisa que eu tenho muito dele, lembranças muito extensas, são lições de sensibilidade, de respeito pela vida, respeito pela variação do caráter humano. Tudo isso eu tenho dele”, refletiu o veterano. Para sintetizar a falta que o grande ícone do rock nacional faz, Gil foi direto e poético: “Tudo isso pode ser resumido na palavra saudade mesmo”.
“Bete Balanço” e a rádio particular de Gil
Entre tantos sucessos que Cazuza eternizou e que embalaram diferentes gerações, Gil não hesitou ao cravar a sua faixa predileta do repertório do homenageado: o clássico “Bete Balanço”. A escolha do hit ganha um charme a mais diante de um hábito inusitado revelado pelo próprio artista.
Apesar de respirar arte 24 horas por dia, Gil confessou que não costuma ouvir músicas em casa através de discos ou plataformas de streaming. “Não, escuto o que eu próprio toco no violão. Hoje mesmo passei vários minutos cantando e tocando ‘Ela é carioca’. Meu rádio sou eu mesmo”, brincou.
O cantor também aproveitou a oportunidade para exaltar a importância de premiações que mantêm vivo o legado de gigantes como Cazuza. Para ele, o esforço contínuo de abraçar a nossa diversidade sonora merece aplausos: “É bom que tenha existido durante tantos anos, trabalhando pela abrangência das homenagens aos vários aspectos importantes da música brasileira. Se aparecerem outros, serão muito bem-vindos”, finalizou.

