A aproximação da Copa do Mundo de 2026 também trouxe um alerta para os torcedores brasileiros. Um levantamento da NordVPN revelou que 34% dos internautas afirmaram ter tido contato com algum tipo de golpe relacionado ao futebol ou ao Mundial nos últimos dois anos.
O percentual representa um crescimento expressivo em relação ao ciclo da Copa de 2022, quando 19% dos entrevistados relataram experiências semelhantes.
Segundo especialistas, o avanço da Inteligência Artificial generativa tem sido um dos principais fatores por trás desse aumento. Ferramentas capazes de criar sites falsos, mensagens convincentes e campanhas fraudulentas em poucas horas passaram a facilitar a atuação dos criminosos.
Nos últimos três meses, o Procon-SP registrou 238 reclamações relacionadas à Copa do Mundo. As queixas saltaram de 19 registros em março para 63 em abril e chegaram a 156 em maio, evidenciando o crescimento do problema.
Além da maior velocidade de criação dos golpes, especialistas apontam que as fraudes ficaram mais personalizadas. Dados vazados, como CPF, e-mail e histórico de compras, são utilizados para criar abordagens direcionadas às vítimas.
Outro fator que mudou o cenário foi a popularização do Pix. Segundo Marcelo Souza, vice-presidente de Produto da Certta, a instantaneidade das transferências dificulta a recuperação do dinheiro após a confirmação do golpe.
As redes sociais continuam sendo a principal porta de entrada para os criminosos. De acordo com a pesquisa, o Instagram lidera os registros, aparecendo em 51% dos casos, seguido pelo WhatsApp (48%), Facebook (35%) e TikTok (26%).
Entre os golpes mais comuns estão a venda de ingressos falsos, apostas ilegais, produtos falsificados e promoções inexistentes envolvendo a Copa do Mundo.
O mercado de figurinhas também entrou na mira dos golpistas. O Procon-SP registrou crescimento nas reclamações relacionadas a anúncios enganosos, falsificações e não entrega de produtos ligados ao torneio.
Especialistas recomendam que os consumidores desconfiem de ofertas muito abaixo do valor de mercado, pesquisem a reputação dos vendedores e evitem realizar compras em sites recém-criados ou que ofereçam apenas pagamento via Pix.
Também é importante verificar informações da empresa, como CNPJ, canais de atendimento e políticas de troca antes de concluir qualquer compra.
Com informações da Agência Brasil.

