Ícone do site YacoNews

Governo do Acre interdita novamente área do Novo Mercado Velho após avanço de erosão às margens do Rio Acre

O Governo do Acre, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), determinou a interdição imediata de um trecho estratégico do Novo Mercado Velho, localizado no centro de Rio Branco. A medida de segurança, oficializada nesta quarta-feira (10), foi motivada pelo avanço severo de um processo erosivo na encosta do Rio Acre, que provocou o surgimento de novas fissuras estruturais e o desgaste acelerado do solo nas proximidades do calçadão de pedestres.

O bloqueio preventivo visa mitigar riscos de acidentes e garantir a integridade física de comerciantes, trabalhadores locais, turistas e frequentadores assíduos do espaço público. Por ser um dos principais polos turísticos e culturais da capital acreana, a restrição de circulação deve gerar reflexos imediatos na agenda econômica regional. A decisão afetará diretamente a realização da tradicional Feira da Economia Solidária, evento periódico que concentra dezenas de pequenos negócios dos setores de artesanato, gastronomia e floricultura.

“A interdição ocorre em meio a uma série de obras estruturantes de revitalização do espaço. Em abril de 2026, a governadora Mailza Assis assinou a ordem de serviço para a segunda etapa de urbanização do calçadão, prevendo um investimento de R$ 748,3 mil em recursos próprios do Estado.”

O ponto interditado faz parte de um perímetro geológico complexo que já recebe atenção de engenheiros e técnicos do Estado. Desde novembro de 2024, o Deracre mantém um contrato ativo superior a R$ 18 milhões para obras de reabilitação, contenção de encostas e reforço estrutural da Passarela Joaquim Macedo e da orla do Mercado Velho. Mesmo com as intervenções de engenharia executadas ao longo de 2025, o comportamento instável do solo e a dinâmica fluvial do Rio Acre durante os períodos de cheia e vazante continuam provocando desmoronamentos parciais na margem, exigindo o monitoramento contínuo das autoridades antes da liberação total da área.

Por: Victor Bastos

Sair da versão mobile