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Irã ameaça bases dos EUA após ataque de Israel em Beirute e tensão volta a crescer

Irã ameaça bases dos EUA após ataque de Israel em Beirute.

Foto: Mohamed Azakir/Reuters.

A ameaça do Irã contra bases dos EUA após ataque de Israel em Beirute elevou novamente a tensão no Oriente Médio neste domingo (7). O governo iraniano afirmou que instalações militares norte-americanas na região voltaram a ser consideradas “alvos legítimos” após um bombardeio israelense atingir áreas da capital do Líbano.

O ataque ocorreu em um subúrbio de Beirute e, segundo Israel, teve como alvo integrantes do Hezbollah que estariam planejando uma ação contra o país. A ofensiva rompeu uma trégua que estava em vigor no território libanês e provocou reações imediatas de líderes da região.

A ameaça foi anunciada por Mohammad Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país nas conversas com os Estados Unidos. Em declaração pública, ele afirmou que o comportamento de Israel demonstra falta de compromisso com acordos de cessar-fogo e diálogo diplomático.

Além de citar bases militares norte-americanas espalhadas pelo Oriente Médio, o Irã também indicou que interesses israelenses na região poderão ser considerados alvos em eventuais ações futuras.

O episódio também gerou desconforto entre Israel e os Estados Unidos. O presidente dos EUA, Donald Trump, havia afirmado recentemente que Israel não retomaria ataques no Líbano. Após a nova ofensiva, surgiram relatos de divergências entre Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, Trump criticou os ataques realizados por Israel e demonstrou insatisfação com o descumprimento dos entendimentos relacionados ao cessar-fogo.

A nova crise acontece em meio ao conflito envolvendo Israel, Hezbollah e Irã, cenário que continua sendo acompanhado com preocupação por governos de diversos países devido ao risco de ampliação dos confrontos em toda a região.

Especialistas avaliam que as próximas semanas serão decisivas para determinar se as negociações diplomáticas conseguirão conter uma nova escalada militar no Oriente Médio ou se o conflito poderá atingir um patamar ainda mais grave.

Com informações do G1.

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