Quem tem circulado pelos corredores da RedeTV!, nos últimos dias, tem levado alguns sustos. Os sósias escalados para a “Escolinha da Copa”, novo quadro do “Para Aqui”, estão tão parecidos com as personalidades que inspiram os personagens que, em vários momentos, acabaram atraindo olhares curiosos e até confundindo funcionários da própria emissora.
À frente de tudo está João Kléber, que aparece completamente transformado no irreverente professor João Raimundo. A caracterização, aliás, é apontada como um dos pontos altos do programa, que aposta no humor para acompanhar o clima da Copa do Mundo.
A “Escolinha da Copa” estreia neste domingo e fará parte da programação especial do “Para Aqui” durante, todo o período do Mundial. A proposta é reunir personagens inspirados em figuras conhecidas do esporte e do entretenimento, sempre em tom de brincadeira, seguindo a tradicional fórmula das clássicas “escolinhas” da televisão brasileira. A estreia acontece no dia 14.
Veja a entrevista com João Kleber:
João, o “Escolinha da Copa” resgata um formato muito ligado ao humor popular brasileiro. Como surgiu a ideia de transformar o universo do futebol em uma sala de aula e o que o público pode esperar desse encontro entre humor e Copa do Mundo?
JK: A ideia nasceu justamente dessa paixão nacional que une tudo: futebol e humor. O brasileiro já comenta jogo como se estivesse numa sala de aula. Todo mundo vira técnico, analista, juiz… então a gente levou isso ao pé da letra. A “Escolinha da Copa” transforma esse comportamento em entretenimento. O público pode esperar identificação imediata, personagens marcantes e aquele humor direto, popular, que conversa com todas as classes. É Copa do Mundo com sotaque de comédia brasileira.
O projeto é uma homenagem ao legado de Chico Anysio, que marcou gerações com a “Escolinha do Professor Raimundo”. Qual foi a sua principal preocupação para reverenciar esse clássico sem perder a identidade própria do quadro?
JK: Quando você toca em algo que o Chico Anysio criou, o primeiro sentimento é respeito. A minha maior preocupação foi preservar a essência — o humor de personagens, o texto com ritmo, a crítica leve — sem fazer uma cópia. A gente não quis imitar, quis homenagear com personalidade. Trouxemos o espírito da “Escolinha”, mas com um olhar atual, com o futebol como pano de fundo e com a minha assinatura, que é mais direta, mais popular, mais provocativa. Farei o personagem professor João Raimundo somente no primeiro episódio.
Você aparece caracterizado como o professor João Raimundo. Como foi o processo de construção desse personagem e quais elementos da sua personalidade o público vai reconhecer nele?
JK: O professor João Raimundo tem muito de mim, sim. Ele tem esse olhar de quem observa tudo, que provoca, que puxa o riso, mas também organiza o caos. A construção veio desse equilíbrio: autoridade de professor com malícia de comunicador. O público vai reconhecer meu tempo de palco, meu jeito de conduzir situações inesperadas e, principalmente, essa conexão com o popular, que é onde eu sempre me senti em casa.
Os bastidores têm chamado atenção pela semelhança dos sósias que integram o elenco. Houve algum momento de gravação em que você realmente se surpreendeu com a caracterização ou confundiu alguém nos corredores da emissora?
JK: Teve momento, sim, de olhar e falar: “Não é possível…”. Os sósias estão impressionantes. Em alguns bastidores, a sensação era de estar dentro de uma outra realidade, quase um encontro de universos. Teve hora que a gente parava a gravação só pra comentar a semelhança. Isso ajuda muito no resultado final, porque aumenta a credibilidade do humor e surpreende o público.
Você tem uma trajetória marcada por programas populares e de grande interação com o público. O que mais te atraiu nesse projeto especial para o período da Copa e por que acredita que ele tem potencial para conquistar diferentes gerações de telespectadores?
JK: O que me atraiu foi justamente o potencial de comunicação. Copa do Mundo já é um evento que para o país. Quando você junta isso com humor, amplia ainda mais o alcance. Esse projeto tem algo muito forte: ele fala com quem viu a “Escolinha” lá atrás e com quem está chegando agora. É memória afetiva com linguagem atual. Eu acredito muito nesse encontro de gerações, porque ele cria conversa dentro de casa. E televisão, pra mim, sempre foi isso: reunir as pessoas.

