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Lula chama filhos de Bolsonaro de ‘traidores da pátria’ ao comentar proposta de taxação dos EUA

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (2) que os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) são “traidores da pátria” ao comentar a proposta apresentada pelo governo dos Estados Unidos de aplicar uma sobretaxa de 25% sobre determinados produtos brasileiros.

Durante discurso em Catalão, no estado de Goiás, Lula associou a iniciativa norte-americana às recentes agendas realizadas por aliados da família Bolsonaro em Washington, incluindo encontros com integrantes do governo do presidente Donald Trump.

“Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser pior do que ele e são, na verdade, vendilhões da pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras”, declarou o presidente.

A fala ocorreu após a divulgação do relatório do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que concluiu uma investigação sobre práticas brasileiras consideradas restritivas ao comércio norte-americano. Entre os pontos citados pelo documento estão questões relacionadas ao PIX, combate ao desmatamento ilegal, pirataria e aplicação de leis anticorrupção.

Como resultado da investigação, o órgão sugeriu a criação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. A proposta, no entanto, ainda não entrou em vigor e deverá passar por etapas de consulta pública e análise antes de uma decisão final.

Em seu discurso, Lula mencionou viagens recentes do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos. Segundo o presidente, os dois teriam apoiado medidas adotadas pelo governo americano contra o Brasil.

O petista também criticou duramente a postura dos filhos do ex-presidente, afirmando que eventuais sanções comerciais prejudicariam trabalhadores, empresários e setores produtivos brasileiros.

Durante a fala, Lula destacou ainda que a China ampliou a abertura para produtos brasileiros após reconhecer avanços sanitários relacionados à pecuária nacional, fato que, segundo ele, ajuda a compensar possíveis impactos de restrições comerciais impostas por outros mercados.

A proposta apresentada pelo governo americano prevê exceções para alguns produtos considerados estratégicos pelos Estados Unidos, incluindo café, carne bovina, frutas, aeronaves e minerais de terras raras.

Enquanto o processo segue em análise pelas autoridades norte-americanas, o tema continua repercutindo no cenário político brasileiro, ampliando o debate sobre relações diplomáticas, comércio exterior e os impactos econômicos de eventuais medidas tarifárias.

Com informações do G1.

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