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Motorista de aplicativo escapa de cárcere privado e PM prende suspeito de assalto em Cruzeiro do Sul

Um motorista de aplicativo de 50 anos viveu momentos de terror na quinta-feira (11), em Cruzeiro do Sul, ao ser transformado em refém por um bando armado. A intenção dos criminosos era utilizar o trabalhador e seu veículo como meio de transporte e “escudo” para uma série de assaltos planejados no comércio local. No entanto, em um lance de reflexo e coragem, a vítima conseguiu se desvencilhar dos criminosos, abortar o sequestro-relâmpago e pedir socorro a uma guarnição da Polícia Militar.

A PM iniciou imediatamente o cerco tático na região e capturou Caio Henrique da Silva Coelho, de 21 anos, apontado como um dos integrantes do bando. Segundo o boletim de ocorrência, o motorista aceitou uma corrida com destino final próximo ao Hospital do Juruá, onde embarcaram os três primeiros suspeitos — o quarto integrante subiu em um ponto subsequente. O plano criminosos começou a desandar quando os assaltantes ordenaram uma mudança de rota em direção ao Conjunto Primavera, o que foi negado pelo motorista. Diante da recusa, o grupo anunciou o assalto exibindo armas de fogo.

Os assaltantes tentaram amarrar o trabalhador para jogá-lo no banco de trás do veículo, com o objetivo de mantê-lo em cárcere privado. Foi nesse instante de hesitação dos criminosos que a vítima conseguiu romper a imobilização, abrir a porta e escapar a pé para alertar as viaturas de área que faziam o patrulhamento.

Na tentativa de se livrar das evidências durante a debandada, um dos assaltantes em fuga arremessou o revólver utilizado na ação para dentro de uma propriedade privada. O detalhe irônico é que o terreno pertencia justamente ao quintal de um agente da Polícia Civil, no Bairro do Telégrafo. Alertado por uma denúncia anônima via 190, o próprio policial civil localizou o revólver calibre .32 (sem marca legível e descarregado) em sua área externa e o entregou às equipes militares. Caio Henrique foi autuado em flagrante na Delegacia Geral do município, enquanto os outros três comparsas, já devidamente identificados pela inteligência da polícia, continuam sendo caçados.

Por: Victor Bastos

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