O Ministério Público de Santa Catarina denunciou Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, pelos crimes de falsa identidade e estelionato. Ela é investigada por se passar por uma criança de 12 anos e viver durante 14 meses com uma família de Joinville, que acreditava ter acolhido uma menina em situação de vulnerabilidade.
A denúncia foi protocolada na segunda-feira (8/6) e enviada à Justiça catarinense. Conforme o portal G1, até a manhã desta terça-feira (9/6), o Tribunal ainda não havia decidido se aceitará o pedido. Caso a denúncia seja recebida, Amanda passará à condição de ré.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Mulher de 37 anos fingiu ter 12 para ser adotadaReprodução: Arquivo pessoal Mulher que fingia ser criançaReprodução: Polícia Civil Mulher de 37 anos fingiu ter 12 para ser adotadaDivulgação: Polícia Civil
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A mulher foi presa há uma semana, em 2 de junho, dentro da casa da família que a havia acolhido. No local, ela era conhecida pelo nome falso de Gabriele e dizia ter fugido do Pará após sofrer maus-tratos. A versão sensibilizou os moradores, que passaram a tratá-la como filha.
Segundo a investigação, Amanda chegou até a família por meio de um pastor de uma igreja local. Inicialmente, apresentou-se como uma jovem de 18 anos em busca de emprego e afirmou ter experiência em panificação. Depois de conquistar a confiança dos moradores, mudou a história e passou a dizer que, na verdade, tinha apenas 11 anos.
Para sustentar a farsa, a mulher teria adotado comportamentos infantilizados e relatado uma série de problemas de saúde. A família chegou a organizar uma festa para comemorar o suposto aniversário de 12 anos da falsa criança. Amanda também recebeu um quarto com decoração infantil, brinquedos e medicamentos, incluindo remédios usados para emagrecimento.
A descoberta ocorreu após uma tia da família desconfiar da história e fazer buscas na internet. Ela encontrou uma reportagem sobre um caso semelhante registrado no Rio de Janeiro e alertou o pai adotivo. Ao comparar as informações, a família percebeu semelhanças e procurou a polícia.
A defesa de Amanda, representada pelo advogado Rafael Luiz Siewert, informou que recebeu a denúncia com tranquilidade e que aguardará a conclusão de um exame pericial. A avaliação psiquiátrica deve apurar a sanidade mental da investigada antes de novas decisões no processo.

