Por muitos anos se debateu um possível “melhor jogo da história das Copas” entre Argentina e Portugal, projetando um “duelo final” entre Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. Esse jogo nunca aconteceu. No entanto, em 2018, tanto em 2022 dois jogos fantásticos que marcaram as duas Copas aconteceram: Argentina x França.
Em 2018, as equipes se encararam nas oitavas de final. Uma Argentina em frangalhos tentava desafiar a favorita (e futura campeã) França. De um lado Messi, do outro Mbappé. O argentino vivia ainda seu auge, enquanto o francês era apenas um jovem de 19 anos. Na Rússia, os dois entregaram o melhor jogo daquela: França 4 x 3 Argentina.
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Mesmo em crise, quase eliminada na fase de grupos, em greve com a imprensa e com técnico Jorge Sampaoli, a Argentina de Messi e companhia conseguiu encarar o esquadrão francês com craques como Griezmann, Pogba e Kanté. No entanto, a França tinha Mbappé que, com dois gols, sendo um em uma arrancada histórica, venceu o confronto e foi às quartas de final. Ao fim daquela Copa, Mbappé não só foi campeão como se tornou o jogador mais jovem, desde Pelé, a marcar um gol em uma final de Copa.
Quatro anos depois, quis o destino que os dois voltassem a se encontrar e desta vez na final da Copa do Catar. Talvez a maior final da história das Copas. 3 a 3, com hat-trick de Mbappé, e dois gols de Lionel Messi. Mas, desta vez, quis o destino corrigisse o erro de nunca dar uma Copa do Mundo a Messi.
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Mais quatro anos se passaram. E para quem achou que o terceiro e final ato era quase impossível de acontecer, está muito enganado. Messi fez o mundo parar e ficar de queixo caído mais uma vez ao, logo em sua primeira cena fez “só” três gols. O suficiente para ultrapassar Ronaldo e empatar com Miroslav Klose com 16 gols como o jogador com mais gols na história das copas.
A alguns quilômetros de distância e algumas horas antes, Mbappé marcou “só” dois gols, o suficiente para também ultrapassar Ronaldo, mas ainda insuficiente para ultrapassar Klose (e agora Messi) com seus “humildes” 14 gols em Copas.
Enquanto isso CR7, a algumas horas de sua estreia na Seleção Portuguesa, ficou para trás no panteão das Copas. Sem título, sem final, sem marcas históricas e sem um duelo com Messi para chamar de seu. Sim, assim como argentino, será a sexta Copa de CR7. No entanto, sem finais, sem jogos marcantes e “apenas” oito gols marcados em todas as cinco participações anteriores. Nenhum em mata-mata.
Cristiano é um dos maiores jogadores de todos os tempos. Mas, pelo seu insucesso em copas, o lugar onde o tempo e espaço do futebol te transformam em eterno, seu nome não pode ser colocado no mesmo patamar de Messi.
Mbappé ainda não chegou nem perto do que Messi representa para o futebol (nem de CR7 para ser justo), mas o francês tem apenas 27 anos de idade. Tem tempo para ganhar todos os prêmios e títulos que lhe faltam. Talento não lhe falta, talvez ainda falte liderança que (talvez) o amadurecimento pode lhe dar. E o francês pode se gabar de ter sido o maior rival de Messi em Copas.
Sobre CR7, a partir de hoje começa a jornada de oito partidas que poder fazer este texto estragar igual leite no sol. Faça valer, Cristiano, e transforme a Copa de 2026 em um verdadeiro duelo de titãs. Quanto a Neymar. Será que joga contra a Escócia?

