A noite da última quarta-feira (24/6) se transformou no maior pesadelo que a Venezuela enfrentou no último século. Dois terremotos brutais, registrando magnitudes de 7,2 e 7,5 na escala Richter, atingiram o país em um intervalo de menos de um minuto, deixando um cenário de guerra, prédios em ruínas e um saldo trágico. Até agora foram confirmadas 164 mortes e mais de 900 feridos, mas devido a falta de comunicação com algumas áreas do país, estima-se que os números sejam muito maiores.
Na manhã desta quinta-feira (25/6), as autoridades já contabilizavam 164 mortos e 971 feridos. O epicentro do desastre ocorreu nos arredores de El Guayabo, a cerca de 160 quilômetros da capital, Caracas. A força da natureza foi tão extrema que os tremores cruzaram fronteiras, sendo sentidos com clareza por moradores de cidades da região Norte do Brasil.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Imagens do terremoto na VenezuelaReprodução / Globo Prédio abalado após terremoto na VenezuelaReprodução / Globo Terremoto na VenezuelaReprodução / Globo Terremoto na VenezuelaReprodução / Globo
Voltar
Próximo
Leia Também
Notícias
Terremoto devastador nas Filipinas deixa dezenas de mortos e gera pânico
Notícias
Japão evacua cidades após forte terremoto e alerta de tsunami
Notícias
Grande susto! Terremoto interrompe discurso da presidente do México
Notícias
Terremoto de 7,6 atinge o Japão e autoridades emitem alerta urgente de tsunami
Com o colapso de inúmeras residências e edifícios comerciais, o país vive agora uma corrida angustiante pela vida. Mais de 500 equipes de socorro estão espalhadas pelas áreas mais afetadas, escavando concreto e ferragens. Apesar dos esforços intensos, o panorama pode ser ainda mais sombrio.
De acordo com análises do serviço geológico dos Estados Unidos, a tragédia tem potencial para atingir proporções catastróficas, com estimativas de que o número real de vítimas fatais possa saltar para a assustadora marca de 10 mil a 100 mil mortos. No que diz respeito aos brasileiros, o Itamaraty informou ao g1 que, até o momento, não há registro entre as vítimas.
Diante do colapso estrutural e de pelo menos 20 réplicas secundárias, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, foi à TV estatal para decretar estado de emergência nacional. Para focar 100% da máquina pública no resgate de sobreviventes, aulas e serviços não essenciais foram paralisados por tempo indeterminado.
Além disso, o governo precisou tomar uma medida extrema: desligou preventivamente as redes de gás e energia elétrica nas regiões mais críticas para evitar explosões e novos acidentes que pudessem piorar o cenário.
Ajuda global a caminho
A gravidade da situação comoveu a comunidade internacional, gerando uma onda imediata de solidariedade. Chefes de Estado de dezenas de nações, incluindo Brasil, México, Portugal e Turquia, países com histórico nesse tipo de desastre, já se mobilizaram para enviar insumos médicos, ajuda humanitária e especialistas em busca e salvamento.
Donald Trump, presidente dos EUA, manifestou solidariedade e ordenou que as agências governamentais americanas prestem auxílio imediato à região. Outro apoio de peso veio da China; mesmo após as recentes reviravoltas políticas, o governo chinês garantiu que fará “o que for possível” para auxiliar na reconstrução e no socorro à população.

