A piracema de mandin reúne pescadores na divisa do Acre e continua movimentando os rios da região de Boca do Acre, no Amazonas. O fenômeno natural tem atraído dezenas de embarcações para um mesmo trecho do rio, onde a grande concentração da espécie favorece a captura e impulsiona a atividade pesqueira.
![]()
Imagens registradas recentemente mostram canoas alinhadas ao longo do curso d’água, enquanto pescadores aproveitam o período de migração do mandin para aumentar a produção e garantir renda extra para suas famílias.
Todos os anos, a piracema transforma a rotina das comunidades ribeirinhas da região. A chegada dos cardumes gera uma intensa movimentação nos rios e fortalece uma das atividades econômicas mais importantes para moradores que dependem da pesca artesanal.
O mandin é um peixe bastante valorizado na culinária regional e possui grande aceitação entre os consumidores. Com o aumento da oferta durante a temporada, feiras, mercados e pontos de venda registram crescimento na comercialização do pescado.
Além do impacto econômico, o fenômeno também reforça a ligação histórica das comunidades amazônicas com os rios e os recursos naturais. Para muitos pescadores, a piracema representa uma oportunidade importante de garantir o sustento e equilibrar as finanças familiares ao longo do ano.
A movimentação observada nas águas próximas à divisa entre Acre e Amazonas demonstra a relevância da pesca para a economia local. A expectativa é que a temporada continue apresentando bons resultados, beneficiando pescadores, comerciantes e consumidores da região.
Com a continuidade da migração dos cardumes, a tendência é que os rios permaneçam movimentados nas próximas semanas, mantendo aquecida a cadeia produtiva da pesca e contribuindo para o abastecimento dos mercados locais.